Agora no g1 O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, afirmou nesta quarta-feira (21) que grupos criminosos do Haiti mantêm quatro salvadorenhos reféns. Segundo ele, o governo iniciou uma operação militar para resgatá-los. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Os quatro homens fazem parte de uma força internacional de segurança apoiada pela Organização das Nações Unidas (ONU), criada para ajudar a polícia haitiana a combater gangues armadas.

Os salvadorenhos desapareceram no último domingo (18), depois de deixarem um veículo blindado em chamas durante uma emboscada de grupos armados nos arredores de Porto Príncipe, capital do Haiti. Eles voltavam de um mercado para a base onde estavam alojados, segundo autoridades de segurança. “Hoje, iniciamos uma operação militar para resgatá-los”, escreveu Bukele em uma publicação na rede social X.

O presidente não deu detalhes sobre a ação nem identificou o grupo que estaria mantendo os homens reféns. Bukele afirmou que os quatro são técnicos de aviação, e não combatentes. Segundo ele, a missão da equipe é realizar evacuações médicas e salvar vidas.

O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, fala durante uma coletiva de imprensa na Casa Presidencial, em San Salvador, capital do país. Jose Cabezas / Reuters “Nossa missão é composta apenas por pilotos e pessoal técnico, cuja principal função é realizar evacuações médicas e salvar vidas, não fazer guerra”, declarou. O Exército de El Salvador e a Força de Repressão às Gangues, responsável por apoiar a polícia haitiana, já haviam anunciado nesta semana esforços para localizar os desaparecidos.

Os dois órgãos, porém, disseram que os confrontos intensos na região dificultavam o acesso ao local. A força internacional reúne militares de países como Chade e Sri Lanka. Um ano após o início da missão, o contingente ainda representa pouco mais de um terço do efetivo previsto, e os resultados no combate à violência no Haiti têm sido limitados.

As gangues ampliaram o controle sobre Porto Príncipe e avançaram para outras regiões do país nos últimos anos. A expansão foi favorecida pela instabilidade política, pela extorsão generalizada e pela entrada de armas ilegais, muitas delas provenientes dos Estados Unidos.

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