Michelle Bolsonaro (PL), Bia Kicis (PL) e Damares Alves (Republicanos). Reprodução A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL) foram eleitas senadoras pelo Distrito Federal neste domingo (4). Com 100% das seções apuradas, elas receberam 938.496 votos (29%) e 886.616 votos (27%), respectivamente.

🔎 Em 2026, foram eleitos dois senadores em cada estado e no Distrito Federal, para renovar 54 das 81 cadeiras. Por isso, cada eleitor votou em dois candidatos diferentes. No Senado, Michelle e Bia se unirão a Damares Alves (Republicanos), senadora eleita em 2022 e com mandato até 2031.

Com isso, o Distrito Federal terá a primeira bancada da história do Senado composta por três mulheres – e a única da próxima legislatura. Senado terá a maior bancada feminina na história: 17 mulheres terão mandato Nas eleições deste ano, Bia e Michelle formaram uma "chapa pura" do PL na disputa pelas duas vagas ao Senado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp.

Elas fizeram campanha juntas, compartilharam agendas e buscaram votos do eleitorado alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL, são eleitas senadoras pelo Distrito Federal Com Bia, Damares e Michelle, o DF terá também três senadoras ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao bolsonarismo. Michelle e Bia ocupam as vagas deixadas por Izalci Lucas (PL) e Leila do Vôlei (PDT).

O candidato do PL conseguiu uma cadeira na Câmara dos Deputados. Por outro lado, Leila tentava a reeleição, mas perdeu o cargo para a dupla bolsonarista. Quem é Michelle Bolsonaro Michelle Bolsonaro vota em Brasília neste domingo (4).

REUTERS/Diego Herculano A eleição marca a chegada de Michelle ao Congresso depois de anos de atuação política ao lado do ex-presidente. Natural de Ceilândia, no DF, a ex-primeira-dama se casou com Jair Bolsonaro em 2007, quando ele ainda era deputado federal. Evangélica, Michelle Bolsonaro cresceu em família católica e se converteu ainda na adolescência.

No Rio de Janeiro, ela frequenta a Igreja Batista Atitude, onde se dedicou a trabalhos sociais. Durante o governo Bolsonaro, ela ganhou projeção principalmente por pautas sociais e, posteriormente, passou a ocupar um papel de destaque na mobilização de mulheres de direita. Michelle assumiu a presidência nacional do PL Mulher em 2023 e passou a atuar na articulação de mulheres filiadas ao partido.

Em 2026, deixou o cargo após desgastes internos relacionados à situação política e familiar do ex-presidente. A candidatura dela chegou a ser colocada em dúvida durante a campanha, mas Michelle permaneceu na disputa. Com o resultado, ela se torna agora a primeira, entre as primeiras-damas da história do Brasil, a ser eleita para um mandato.

Quem é Bia Kicis Bia Kicis em almoço com empresários, em imagem de arquivo Foto: Izac Tomaz / Assessoria Nascida em 1961, em Resende, no Rio de Janeiro, Beatriz Kicis Torrents de Sordi é formada em direito pela Universidade de Brasília (UnB), onde estudou entre 1980 e 1984. Antes de entrar na política, atuou na Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF), onde permaneceu até 2016, quando se aposentou como subprocuradora-geral.

A atuação política ganhou projeção a partir de 2015, quando passou a participar de manifestações e movimentos de apoio ao então deputado Jair Bolsonaro, que se tornaria presidente da República em 2019. Quem é Damares Alves Damares Alves na Comissão de Direitos Humanos do Senado, em imagem de arquivo Geraldo Magela/Agência Senado Nascida no Paraná, em 1964, Damares se mudou para o nordeste na infância.

Nos anos 1980, em Aracaju (SE), ela começou a se envolver em ações sociais e fundou, junto com outras pessoas, o Comitê Estadual do Movimento Nacional Meninas e Meninos de Rua. Damares é advogada, educadora e pastora evangélica e está em Brasília há 25 anos. No Distrito Federal ela fundou os movimentos Pró-Vida e Pró-Família e trabalhou como assessora parlamentar no Congresso Nacional.

No governo de Jair Bolsonaro (PL), se tornou ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos do governo; Enquanto esteve à rente da pasta, causou polêmicas. Entre as mais conhecidas, estão um vídeo de 2019 a agora senadora afirmou que o Brasil está em "nova era" em que "menino veste azul e menina veste rosa" (leia o perfil mais abaixo). Em 2022, se elegeu senadora com 644.904 votos.

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