Casa ligada a Milton Leite (União Brasil) na Rua General Bráulio Guimarães, em Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo, foi furtada na noite deste domingo (20), por volta das 21h15. Reprodução/TV Globo Fontes do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil confirmaram nesta segunda-feira (21) que o imóvel usado como escritório político pelo ex-vereador Milton Leite (União Brasil) e furtado no domingo (20) não foi alvo de buscas da Operação Vectura Corrupta, deflagrada na semana passada.
Segundo integrantes dos dois órgãos que participaram da operação, o endereço, em Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo, não estava catalogado pelas equipes de inteligência que auxiliaram a investigação. Por esse motivo, não houve busca e apreensão no imóvel durante a operação, que cumpriu mandados contra suspeitos de envolvimento em um esquema de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte público de São Paulo. A Justiça também expediu 16 mandados de prisão temporária.
Segundo vizinhos, o imóvel era usado como escritório político por Milton Leite, que era visto com frequência no local. A casa foi furtada na noite deste domingo (20). Escritório de Milton Leite é invadido Os criminosos levaram o HD que armazenava imagens do circuito interno de segurança, mas deixaram para trás mais de R$ 19 mil em dinheiro encontrados no local.
O furto ocorreu por volta das 21h15, em um imóvel na Rua General Bráulio Guimarães. Segundo relatos de moradores, o local pertence ao ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo e atual presidente estadual do União Brasil, que segue preso em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Segundo relatos obtidos pela reportagem, o HD com as imagens das câmeras de segurança foi levado pelos invasores.
No imóvel, porém, policiais encontraram R$ 19.271 em dinheiro vivo que não foram levados pelos criminosos. Dinheiro em espécie e documentos do ex-vereador Milton Leite (União Brasil) encontrado na casa da Rua General Bráulio Guimarães, em Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo.
Reprodução/Redes Sociais A polícia também encontrou diversos documentos revirados em nome de Milton Leite, entre eles talões e cartões bancários, Bilhete Único (cartão para o transporte público) e uma carteirinha de filiação de Milton ao Corinthians. Parte dos documentos e as cédulas encontradas no imóvel foram apreendidos pelos policiais civis que atenderam a ocorrência. A Polícia Militar não confirmou oficialmente e nem negou que o imóvel pertença a Milton Leite.
O caso foi registrado no 11º Distrito Policial (DP). Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), policiais militares apresentaram uma ocorrência de furto em residência. No local, os agentes encontraram o imóvel revirado e documentos que identificavam o proprietário como o ex-vereador.
A autoridade policial realiza diligências para obter imagens e outras informações sobre o caso. A perícia foi requisitada e o local foi preservado.
Leia mais no g1 São Paulo: Bebedouros sem água e banheiros interditados: concessionária do Vale do Anhangabaú descumpriu 22 obrigações do contrato Justiça bloqueia até R$ 191 milhões de 27 investigados por esquema de corrupção na Fazenda de SP Receba notícias da Grande SP no seu WhatsApp Dinheiro e câmeras de segurança encontrados em escritório de Milton Leite TV Globo Prisão temporária de 30 dias Milton Leite segue preso temporariamente em Mogi das Cruzes, onde é investigado por suspeitas relacionadas à atuação da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de transporte público da capital.
Leite se entregou à polícia na tarde de sexta-feira (18). Na quinta-feira (17), ele foi alvo de um mandado de prisão temporária na Operação Vectura Corrupta e estava foragido. Ex-vereador Milton Leite se entrega à polícia de SP sob suspeita de ligação com o PCC Segundo os investigadores, ele seria responsável diretamente pela operação de algumas empresas que estariam sob controle do PCC, além de ser o dono de fato da Transwolff.
Neste sábado (19), na prisão, ele alegou que não estava se sentindo bem e pediu para ser levado a um hospital. O pedido de atendimento médico ocorreu minutos antes da audiência de custódia de Milton Leite. Por conta disso, ele não chegou a passar pela audiência, que deve acontecer de forma virtual.
"Estava na fila da custódia, mas passou mal e foi socorrido antes da audiência", informou uma fonte da investigação. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o que ele estaria sentindo nem sobre seu estado de saúde. A audiência de custódia é o procedimento em que a Justiça avalia as circunstâncias da prisão e verifica, entre outros pontos, a necessidade de manutenção da prisão.
Milton Leite pede para ser levado para hospital depois de dizer que passou mal Operação Vectura Corrupta Além de Milton Leite, o ex-presidente da SPTrans, Levi dos Santos Oliveira, e o ex-candidato à Prefeitura de Praia Grande, Danilo Marco Morgado Silva (PL), estão entre os nomes listados pela Polícia Civil dentro da operação Vectura Corrupta.
A ação foi deflagrada na quinta (17) para cumprir 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão em cidades como São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão. Segundo a investigação, o grupo teria atuado em diferentes frentes, incluindo empresas de transporte, licitações, articulações políticas e financiamento de campanhas eleitorais.
A apuração também mira a chamada "Sintonia dos Gravatas", núcleo que, segundo a polícia, reuniria advogados que atuariam em benefício da organização criminosa. Milton diz que é inocente Na saída para o IML ainda na sexta (18), Milton Leite falou com a imprensa e afirmou ser inocente das acusações: "Sou inocente de todas as acusações. Eu acredito na justiça, no trabalho da polícia.
Temos oportunidade agora de provar tudo o que foi dito", afirmou. Questionado se se arrependia de alguma coisa, respondeu: "Só arrepende quem comete crime. Eu não cometi nenhum e nada devo." Em vídeo publicado nas redes sociais neste sábado (19), Alexandre Leite, um dos filhos do ex-vereador, comentou o caso: "Consideramos essa medida extremamente injusta, mas cabe aos advogados fazer a defesa jurídica.
Vejo como uma boa oportunidade de passar essa história a limpo e colocar um ponto final, para que ela não seja reverberada a cada dois anos ou a cada período eleitoral". Milton Leite se entrega à polícia Reprodução/TV Globo
