Styvenson Valentim é entrevistado no Bom Dia da Inter Marcelo Vicioli/Inter TV O candidato à reeleição ao Senado pelo Rio Grande do Norte Styvenson Valentim (Podemos), entrevistado nesta quarta-feira (16) pelo Bom Dia Inter, disse que, caso reeleito, vai votar pelo fim da escala 6x1 no plenário. Na entrevista, o candidato também disse ser favorável à transparência na fila do Sistema Único de Saúde (SUS).

📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp "Essa lista é oculta, porque lei de proteção de dados, é muito sigilo em cima dessa lista que gente utiliza para fazer o quê? Fura-fila, que já teve escândalos aqui em Parnamirim, que todo mundo já sabe, todo mundo já viu isso aí", disse. O Bom Dia Inter iniciou na segunda-feira (14) uma série de entrevistas com os candidatos ao Senado Federal pelo Rio Grande do Norte.

As entrevistas seguem até sexta-feira (18), sempre às 7h. Veja o calendário de entrevistas: Segunda-feira (14): Rafael Motta (PDT) Terça-feira (15): Samanda de Lula (PT) Quarta-feira (16): Styvenson Valentim (Podemos) Quinta-feira (17): Coronel Hélio (PL) Sexta-feira (18): Zenaide Maia (PSD) Agora no g1 Projetos parados O candidato falou, no início da entrevista, sobre os projetos que ajudou a desenvolver, mas que estavam parados no Senado Federal.

Entre eles, ele citou o projeto de castração química no combate a estupros e violência contra crianças e um que equipara facções a grupos terroristas. De acordo com Styvenson, os projetos acabam emperrando em função de divergências ideológicas e não por falta de articulação política. O candidato citou projetos que estão parados há cerca de três anos.

"Quando eu disse que tive dificuldade de passar um projeto de segurança pública é porque tem uma ala que não quer que passe", apontou. "Isso não depende da articulação, depende de para onde vai o projeto", completou. Emendas de custeio O candidato também defendeu o uso das emendas de custeio e disse que não vê confusão ao dizer nas redes sociais que elas são responsáveis pela construção de unidades de saúde ou outras obras.

As emendas de custeio são utilizadas apenas para pagar despesas de manutenção e funcionamento - como pagamento de contas de luz -, compra de insumos e materiais e pagamento de pessoal. "Se eu não mando esse recurso de custeio, não faz nada. Entendeu?

Simples assim. Se eu não mando R$ 36 milhões, não teria construído o Hospital do Seridó. Emenda MAC, Média Alta Complexidade, que paga o custeio do hospital, e o hospital passa a economizar e construir com o mesmo valor", falou.

O candidato falou ainda sobre a previsão de valores de emendas individuais, de bancada e de comissão. "É muito dinheiro, é R$ 1,2 bilhão que a bancada federal tem para investir nos municípios e hospitais como esse", disse. Transparência da lista do SUS O candidato também defendeu um projeto que protocolou em 2023 pedindo a transparência na fila do Sistema Único de Saúde (SUS), mas que se encontra parado no legislativo, sem passar por análise em nenhuma comissão.

Styvenson disse acreditar que projetos como esse soam como antipáticos para a categoria política. "São projetos como esse, que eu digo que é antipático. Qual é o político que quer perder a única manobra de ganhar voto que é através da sua dor e seu desespero sem dar transparência?", falou.

O candidato disse ainda que solicita a relação de pacientes na fila para o envio de recursos aos entes. "Me dê a relação com antecedência, que eu mando o recurso. Porque eu quero saber se essa lista, se essas pessoas existem mesmo.

Porque só o que a gente vê nesse país de esperto é político dando golpe no povo, roubando dinheiro do povo", falou. Fim da escala 6x1 e PEC da flexibilidade Styvenson disse que vai votar a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala 6x1 quando ela for para o plenário. "Eu votei lá na CCJ [Comissão de Constituição e Justiça] e, quando for para o plenário, eu estou dando minha palavra, coisa que eu tenho a palavra, viu irmão?

Quando eu dou, eu cumpro. Que vou votar favorável ao trabalhador, sim", disse. "Eu não quero que o trabalhador perturbado, com excesso, com problema na cabeça, com problema físico, com problemas em casa, porque não vê a família, esse excesso", falou.

Questionado sobre o fato de ter assinado para que a PEC da flexibilização da escala de trabalho, que foi apelidada de PEC do Patrão, siga o processo de tramitação, o candidato disse que isso não significa que ele irá votar à favor da pauta no futuro. "O Senado é uma casa democrática de pessoas de partidos e ideologias diferentes. Se eu não tiver decência e a civilização democrática de assinar uma PEC para tramitar e discutir dentro do Senado, então para quê?", questionou.

O candidato disse que se propôs a assinar o documento para ele atingir o número de assinaturas mínimas exigido. "É uma PEC da flexibilização da escala de trabalho. Quer dizer que eu vou votar?

Não. Uma coisa é eu assinar um projeto para tramitar", disse. "Eu acho que tem que ter o direito da minoria, da oposição, das outras pessoas discutirem o projeto.

Imagine se a gente fosse um bloco maior e impedisse tudo que o outro fizesse", completou. Irmã na suplência A primeira suplente de Styvenson Valentim na candidatura ao Senado neste ano é a irmã dele, Anne Valentim. O candidato reforçou a legalidade e disse que a escolha se baseou exatamente na confiança.

"Minha irmã que me viu nascer, mais velha do que eu dez anos, cuidou de mim, levou para a escola, confio. Eu tive a péssima decepção em 2018 de deixar o partido escolher o suplente. Me extorquiu.

Um suplente que queria, sinceramente, de todo jeito tirar vantagem a respeito de mim, eu não ia cometer o mesmo erro, né? Ainda bem que eu tenho independência", disse. Ele comentou a polêmica em relação ao fato de ter criticado a irmã por ter recebido auxílio emergencial e disse que a confiança segue a mesma.

"Pegou sem precisão e ela sabe, ela sabe o que eu estou falando. Não precisava pegar um auxílio emergencial na pandemia, o auxílio emergencial era para quem estava precisando. Ela tem casa, tinha comida, tinha, ah mas era desempregada.

Ela poderia estar dentro do requisito do direito. Poderia estar cumprindo todos os requisitos, mas não tinha necessidade. Fui lá e expus mesmo.

Eu corrigi. Quantas vezes ela me corrigiu a vida toda", falou. Milena Galvão foi escolhida como segunda suplente do candidato.

Ex-candidata a vice-prefeita em Currais Novos, a chapa dela chegou a ser atacada por Styvenson durante a campanha em 2024. Segundo ele, no entanto, isso são "águas passadas, águas paradas". "Ali foi campanha.

É diferente campanha. Campanha vale. Vale e eu me arrependo, já pedi desculpas a eles", falou.

Considerações finais Nas considerações finais, o candidato voltou a defender a importância das emendas de custeio. "Sem o recurso das minhas emendas, não construía hospitais, não construía casas, não teria hoje as usinas de asfalto que barateiam o asfalto no interior, barateiam com qualidade", disse. Ele disse ainda que busca fazer com que a política volte a ter credibilidade para parte da população brasileira que não acredita mais na categoria.

"Eu sei que tem 30% das pessoas que não confiam mais na política. Eu entrei na política não só para fazer essas obras, não só para votar na escala 5 por 2, não só para defender a PEC da segurança, não só por isso. Eu entrei para devolver para você a confiança, a credibilidade que está perdida.

Se as pessoas não se interessam mais por política, não fui eu que decepcionei as pessoas", disse.