Mini Kerti e Dona Onete - 'Meu coração nesta pedacinho aqui' Naiara Jinknss A trajetória de uma das maiores vozes da Amazônia e ícone da cultura paraense se prepara para ganhar as telas de cinema de todo o país. O documentário “Dona Onete – Meu Coração Neste Pedacinho Aqui”, dirigido por Mini Kerti, tem estreia nacional confirmada para o dia 26 de novembro. Para marcar o lançamento, a produção divulgou um novo cartaz oficial.

O longa-metragem propõe um mergulho íntimo na vida e na obra da cantora e compositora, destacando sua profunda relação com a floresta amazônica, os ritmos locais e as comunidades ribeirinhas do Pará. ✅ Receba as notícias do g1 Pará direto no WhatsApp Produzido pela Conspiração, o filme marca também a estreia da produtora no mercado de distribuição de cinema. Conexão com a floresta Nascida às margens dos rios paraenses, Ionete Gama de Sousa, a Dona Onete, trilhou um caminho singular na música brasileira.

Antes de soltar a voz profissionalmente, ela atuou como professora, pesquisadora de ritmos locais, militante e guardiã dos saberes ancestrais da Amazônia. A carreira artística começou tardiamente, após os 60 anos de idade. O primeiro disco de estúdio dela foi lançado quando ela já tinha 72 anos.

Atualmente, aos 87 anos, a artista revisita suas memórias no documentário, dividindo com o público seus conhecimentos sobre ervas, culinária paraense, rituais e a sonoridade do carimbó e do banzeiro. "Na vida, eu navego como num rio. Eu não sei onde vou chegar", reflete Dona Onete em depoimento para o filme.

O documentário também promove encontros de Dona Onete com nomes da cultura e da música brasileira que foram influenciados pela obra da "rainha do carimbó chamegado", como Dira Paes, Gaby Amarantos, Fafá de Belém, Emicida, Jaloo, Aíla e Manoel Cordeiro. Cartaz do filme 'Dona Onete - Meu coração neste pedacinho aqui'. Divulgação Trajetória premiada Antes de chegar ao circuito comercial, "Dona Onete – Meu Coração Neste Pedacinho Aqui" construiu uma carreira de destaque em festivais nacionais e internacionais.

O filme teve a primeira exibição no Festival do Rio 2025, onde Mini Kerti levou o prêmio de Melhor Direção. No Pará, a produção foi exibida em uma sessão especial durante a COP 30 e conquistou o prêmio de Melhor Longa-Metragem pelo Júri Popular no Festival Pan-Amazônico de Cinema. O documentário também integrou a programação da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

No exterior, o longa foi selecionado para o Hot Docs (Canadian International Documentary Festival), em Toronto, um dos festivais de documentários mais prestigiados do mundo, além de ter sido exibido no Festival MIMO, em Guimarães, Portugal. "Talvez seja essa a viagem mais inesperada do filme: quanto mais longe Dona Onete vai, mais o seu pedaço de mundo viaja com ela. Uma história tão profundamente ligada ao Pará encontrou reconhecimento muito além dele", afirma a diretora Mini Kerti.

Dona Onete recebe alta após 10 dias internada em hospital de Belém Bastidores e produção A direção do documentário é assinada por Mini Kerti, conhecida por trabalhos de destaque na televisão e no cinema, como a direção da série "Sob Pressão" (TV Globo) e o documentário indicado ao Emmy Internacional "Refavela 40" (2019). O roteiro do filme é de Carol Albuquerque e Victor Nascimento, com montagem realizada por Moema Pombo e Yan Motta. A produção é da Conspiração, em coprodução com o Canal Brasil e Hysteria.

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