Jovem de 27 anos afirma ter sido agredida por um motorista de aplicativo após uma discussão sobre o local de desembarque da corrida Arquivo pessoal Uma jovem de 27 anos afirma ter sido agredida por um motorista de aplicativo após uma discussão sobre o local de desembarque da corrida, na terça-feira (22), em Teresina. Segundo a passageira, ela ficou com ferimentos no rosto e em um dos braços. O caso foi registrado na Polícia Civil.
A passageira relatou que estava acompanhada da mãe e seguia para um velório na Zona Norte de Teresina, quando o desentendimento ocorreu. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Segundo a jovem, a corrida foi solicitada com destino à entrada principal do cemitério. Ao se aproximar do local, ela pediu que o motorista seguisse até o ponto indicado no aplicativo.
Conforme o relato, o condutor questionou se poderia parar antes do destino final. Após receber uma resposta negativa, ele teria feito o retorno, mas seguiu para uma via lateral do cemitério. Agora no g1 A passageira afirmou que explicou que o desembarque deveria ocorrer na entrada principal e que a localização informada na plataforma correspondia àquele ponto.
Ainda de acordo com Noemia, o motorista encerrou a corrida antes de chegar ao destino e passou a exigir que ela e a mãe deixassem o veículo. "Ele foi abrindo as portas e mandando a gente descer", relatou. A jovem disse que questionou a atitude do motorista e argumentou que ele deveria seguir as informações registradas no aplicativo.
Após desembarcar, ela afirma que fechou a porta do veículo e começou a se afastar. Nesse momento, segundo a passageira, o motorista passou a xingá-la por causa da forma como a porta foi fechada. Ainda conforme o relato, o condutor saiu do carro e correu em sua direção.
"Eu já estava dando as costas quando ele me xingou porque eu bati a porta do carro dele. Aí ele saiu correndo atrás de mim tentando me bater", afirmou. Segundo a passageira, o motorista só interrompeu as agressões após a mãe dela ameaçar chamar a polícia e registrar um boletim de ocorrência.
Segundo a jovem, o homem recuou após perceber que o caso seria denunciado às autoridades. Ela disse que procurou a Casa da Mulher Brasileira para registrar o caso. A ocorrência foi posteriormente encaminhada ao 2º Distrito Policial, responsável pelas providências relacionadas à investigação.
Noemia informou que a Polícia Civil estabeleceu um prazo de até 15 dias para apresentar uma atualização sobre o andamento das investigações. Segundo ela, a plataforma de transporte deverá ser acionada para auxiliar na identificação do motorista. A vítima afirmou ainda que entrou em contato com a empresa responsável pelo aplicativo.
De acordo com a passageira, a plataforma informou que analisará o caso, disponibilizou um cupom de R$ 20 para futuras viagens e bloqueou a possibilidade de que ela volte a ser conectada ao mesmo condutor. Para Noemia, a situação deixou um sentimento de insegurança e vulnerabilidade. "Eu me senti impotente, porque você está em uma corrida que, teoricamente, era para ser segura, por ser dentro de uma plataforma.
Os motoristas deveriam ser verificados, mas aparentemente não são. O sentimento que dá é de impotência, você não se sente segura. E por ser mulher, querendo ou não, você se torna um alvo mais fácil para essas agressões acontecerem", desabafou.
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