Manchas de óleo voltam a atingir praias de Maceió Manchas de óleo apareceram na manhã desta terça-feira (8) em um trecho do Litoral Norte de Maceió, entre as praias de Riacho Doce e Guaxuma. Duas amostras do material foram coletadas pelo Instituto Biota e serão encaminhadas ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e à Marinha para análise. A origem da substância ainda é desconhecida.

📱Participe do canal do g1 Alagoas Um funcionário do Instituto Biota que estava de folga encontrou o material enquanto caminhava pela região. O instituto também recebeu vídeos de moradores mostrando as manchas espalhadas pela faixa de areia e enviou uma equipe ao local. O biólogo Bruno Stefani, diretor-executivo do Instituto, explicou que a análise deve ajudar a identificar a procedência do óleo e verificar, entre outras possibilidades, se o material tem relação com o derramamento que atingiu o Nordeste em 2019.

“Nossa equipe foi até o local para coletar a amostra. Coletamos duas amostras e imediatamente informamos a Marinha e o Ibama. Essas amostras serão direcionadas para essas instituições para que seja possível a análise desse óleo e identificar sua origem”, afirmou.

A Prefeitura de Maceió também foi acionada para retirar o material da praia. Segundo Stefani, a limpeza precisa ser feita por equipes devidamente protegidas para evitar que o óleo permaneça no ambiente, seja novamente levado ao mar ou entre em contato com animais.

Óleo derramado no Brasil em 2019 viajou mais de 8 mil km e chegou à Flórida, diz pesquisa LEIA TAMBÉM: Óleo derramado no Nordeste em 2019 viajou mais de 8 mil quilômetros e chegou à Flórida, diz pesquisa Óleo nas praias: veja o que se sabe sobre 'bolotas' que surgiram no litoral Veja fotos de manchas de óleo que atingem praias de Maceió Relação com desastre de 2019 Em 2019, um derramamento de óleo de origem desconhecida atingiu praias de todos os estados do Nordeste, incluindo Alagoas.

As primeiras ocorrências foram registradas em agosto daquele ano e, nos meses seguintes, o material chegou também ao Espírito Santo e ao Rio de Janeiro, totalizando 11 estados afetados. O episódio mobilizou órgãos como Ibama, Marinha e Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Segundo o Ibama, a origem do poluente que atingiu o litoral nordestino naquele episódio não foi determinada.

Por isso, uma das possibilidades que será avaliada a partir das amostras recolhidas nesta terça-feira é se o óleo encontrado entre Riacho Doce e Guaxuma tem características semelhantes às do material que chegou ao litoral brasileiro em 2019. Riscos para banhistas e animais O biólogo alertou que a população não deve tocar ou tentar recolher o material sem equipamentos de proteção. É importante sempre acionar as instituições responsáveis.

Segundo o Instituto Biota, a permanência do óleo na areia pode fazer com que a substância se misture aos sedimentos e às algas e seja ingerida por animais, incluindo tartarugas marinhas. Mancha de óleo na praia de Maceió Biota