Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (18) mostra o impacto do escândalo do banco Master e da crise no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a percepção dos eleitores a duas semanas da votação para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. O Datafolha perguntou sobre a eleição do Senado, já que senadores têm a prerrogativa de julgar ministros do STF em eventuais processos de impeachment por crimes de responsabilidade.

Pergunta: o fato de um candidato ao Senado ser a favor do impeachment de ministros do STF aumenta, não muda ou diminui as chances de você votar nele? Aumenta: 34% Diminui: 31% Não muda: 30% Não sabe: 5% Os números mudam conforme as preferências dos eleitores. Entre quem vota em Flávio Bolsonaro (PL), 49% afirmam que a posição pró-impeachment do candidato aumenta as chances de voto nele.

Entre os eleitores de Lula (PT), 23% respondem isso. Datafolha: eleição do Senado e impeachment de ministros do STF Arte g1 A pesquisa foi encomendada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 15 e 16 de setembro.

A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-04029/2026. Na eleição deste ano, o Senado vai renovar dois terços das cadeiras — 54 de 81.

Por isso, cada eleitor terá que votar em dois candidatos diferentes. Entenda aqui o processo e veja como evitar erros. Agora no g1 Votação para presidente A pesquisa mostra também se o caso Master e seus desdobramentos no Supremo influenciam a escolha dos eleitores na eleição para a Presidência da República.

Para 47%, a crise terá influência no voto em 4 de outubro. Outros 49% afirmam que não terá influência. Veja os dados completos abaixo: Pergunta: a crise no STF e o escândalo do Master influenciam seu voto para presidente?

Sim, grande influência: 36% Sim, pequena influência: 11% Não terá influência: 49% Não sabe: 4% LEIA MAIS 38% dizem que crise no STF prejudica Lula e 31% afirmam que prejudica Flávio 34% dizem que caso Master envolve mais políticos de esquerda e 27% afirmam que são políticos de direita Crise no STF e embates entre ministros A pesquisa foi realizada em meio à crise no STF, intensificada nas últimas semanas depois que o ministro André Mendonça levantou o sigilo de um relatório da Polícia Federal sobre mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e um número atribuído ao ministro Alexandre de Moraes.

Desde então, vieram a público outros documentos e mensagens — parte deles ainda sob sigilo — com citações a outros integrantes da Corte e a seus familiares. Moraes e Gilmar Mendes criticam a condução de Mendonça no caso Master. Moraes o acusa de ter cometido irregularidades e de atropelar procedimentos aplicáveis a investigações que envolvem autoridades com foro.

Gilmar afirma que a atuação do colega teve motivação político-eleitoral. Mendonça nega as acusações. Na última terça-feira (15), terminou sem decisão a sessão extraordinária convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, para discutir o relatório da PF que atribui a Moraes mensagens trocadas com Vorcaro.

A sessão foi marcada por embates e trocas de acusações entre os integrantes do tribunal. Flávio Dino pediu vista — ou seja, mais tempo para analisar o caso — e tem até 90 dias para devolver o processo ao plenário. O prazo termina em dezembro, após as eleições.

Se ele não os devolver nesse período, o assunto fica automaticamente liberado para nova inclusão em pauta. Sessão plenária do STF Rosinei Coutinho/STF