BDRO entrevista Bruno Bolsonaro Sheid, candidato do PL ao Senado Federal O candidato ao Senado por Rondônia, Bruno Bolsonaro Scheid (PL), criticou a condenação dos acusados pelos atos de 8 de janeiro e opinou que não houve tentativa de golpe de Estado. Segundo ele, o que aconteceu foi um “protesto que se excedeu para um crime de vandalismo”. A declaração ocorreu durante entrevista ao jornal Bom Dia Rondônia nesta terça-feira (1º).
(Assista à entrevista completa acima). “O oito de janeiro para mim foi uma ferramenta de medo criada por um membro do Supremo para colocar a sociedade no cabresto. Eu não só volto a favor de uma anistia como eu acho que esse processo tem que ser revisto na totalidade”, afirmou.
O candidato também afirmou ser favorável à abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). 🔎 A Rede Amazônica realiza, ao longo desta semana, entrevistas com os cinco candidatos ao Senado mais bem posicionados na pesquisa Quaest do dia 25 de agosto. A sabatina foi conduzida pelo apresentador Jefferson Carvalho.
Leia também: Candidata ao Senado em RO, Mariana Carvalho defende anistia a Bolsonaro: 'Condenação passou dos limites' Relação com Bolsonaro Questionado sobre o uso do nome “Bolsonaro” na urna e sua relação com o ex-presidente, o candidato afirmou que o vínculo não é apenas político, mas também pessoal. “Não trato [Bolsonaro] mais, há muitos anos, somente para mim como referência política. O Bolsonaro se tornou para mim um membro da família.
Cuidei do presidente Bolsonaro nos últimos quatro anos, como se fosse meu pai”, disse. Bruno se autointitula o representante escolhido pelo ex-presidente. “Sou o candidato escolhido por Jair Messias Bolsonaro em Rondônia para dizer não ao aborto, à identidade de gênero e aquilo tudo que a família tradicional brasileira não quer; e defender a família”, destacou.
Urnas eletrônicas O candidato defendeu o voto impresso, o que ele chama de “melhoramento” do processo eleitoral. “Por que eu não tenho um recibo do voto que é computado? O cidadão comum, se você quer conferir o teu voto depois de feito, você não consegue saber no papel se é aquilo que você apertou ou não na urna eletrônica”, afirmou.
Audiência de custódia Bruno também defendeu o fim da audiência de custódia. O candidato destacou que criminosos devem “sair da cena do crime direto para a cadeia”, sem direito às perguntas realizadas pelo juiz na audiência. “Perguntam para ele se a viatura tava limpa, se policial tratou bem e se ele foi bem tratado pelo sistema público.
Eu acho que o sistema público tem que tratar o criminoso da maneira que o criminoso tem que ser tratado. É da cena do crime direto para o ‘xadrez’”, opinou. Garimpo e extração de madeira O candidato alegou que agentes de fiscalização agem com perseguição contra garimpeiros e madeireiros no estado de Rondônia.
Ele prometeu que, se eleito senador, vai pessoalmente “fiscalizar” as operações para evitar o que chama de “abuso de poder”. “Eu não posso achar normal que o cara do ICMBio e do Ibama venha de outros estados fazer uma operação aqui dentro, bota uma balaclava na cabeça, entra na propriedade de um senhor de 60 anos para tratar ele como criminoso”, finalizou.
Escala 6x1 Em relação à escala 6x1, o candidato concorda que o trabalhador deve ter mais tempo com a família, mas ponderou que o empresário não consegue “pagar a conta” dessa redução na carga horária. No entanto, ao fim da resposta, afirmou que, com mais discussão, votaria pelo fim da escala. Bruno Bolsonaro Scheid (PL) entrevistado no BDRO g1 RO
