Bombeiros em buscas por vítimas após rompimento da barragem, em novembro de 2015 Ricardo Moraes/Reuters O Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) decidiu, nesta quinta-feira (3), reformar parcialmente a sentença que absolveu todos os réus de acusações relacionadas ao rompimento da barragem da Samarco em Mariana, na Região Central de Minas Gerais. Os desembargadores da 2ª Turma do TRF6 acompanharam o voto do relator, o juiz federal Michael Procópio, que reverteu a absolvição de quatro réus.

✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Daviély Silva e Germano Lopes, que eram gerentes operacionais da Samarco à época do desastre, foram condenados a oito anos e nove meses de reclusão, em regime inicialmente fechado. Wagner Alves, que também era gerente operacional da mineradora, foi sentenciado a sete anos, três meses e 14 dias de reclusão, inicialmente em regime semiaberto.

Já a Samarco foi condenada à pena de proibição de contratar com o poder público por 10 anos e a pagamento de R$ 1 milhão de multa revertidos aos Fundo Nacional do Meio Ambiente. O recurso que contestou as absolvições foi apresentado pelo Ministério Público Federal (MPF) e por familiares das vítimas. Entenda Em novembro de 2024, Samarco, Vale, VogBR e BHP Billiton, além de sete pessoas físicas, foram absolvidas das acusações relacionadas à tragédia.

Na época, a Justiça Federal concluiu que não havia "provas suficientes para estabelecer a responsabilidade criminal" direta e individual de cada réu.

Em dezembro de 2024, o MPF recorreu da decisão, pedindo a condenação das quatro empresas e dos seguintes réus: Ricardo Vescovi (diretor-presidente da Samarco à época do desastre) Kleber Terra (diretor de operações e infraestrutura da Samarco) Germano Lopes (gerente operacional da Samarco) Wagner Alves (gerente operacional da Samarco) Daviély Silva (gerente operacional da Samarco) Samuel Paes Loures (engenheiro da VogBR). O rompimento da barragem da Samarco em Mariana ocorreu em 5 de novembro de 2015.

A tragédia deixou 19 pessoas mortas e provocou a destruição de comunidades e a contaminação do Rio Doce. Julgamento sobre a tragédia em Mariana no TRF6 nesta quinta-feira (3) Pedro Mendes/ TRF6 Vídeos mais vistos no g1 Minas: