Conflito volta a escalar no Oriente Médio com troca de ataques entre EUA e Irã A Rússia está ajudando secretamente o Irã a desenvolver uma nova geração de mísseis de cruzeiro supersônicos, segundo uma investigação publicada pelo jornal britânico Financial Times nesta terça-feira (1º). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp De acordo com o jornal, o programa começou em 2023 e envolve especialistas russos em mísseis e empresas ligadas ao setor de defesa do país.
O objetivo seria ajudar o Irã a desenvolver um sistema de propulsão conhecido como "ramjet", capaz de manter um míssil voando a velocidades várias vezes superiores à do som. Especialistas em mísseis e assuntos militares ouvidos pelo Financial Times afirmaram que a tecnologia provavelmente será utilizada em mísseis de cruzeiro capazes de atingir navios e alvos em terra. O armamento poderia representar uma ameaça para porta-aviões e outros navios de guerra dos Estados Unidos no Oriente Médio.
A investigação do jornal britânico foi baseada em correspondências russas vazadas, registros de viagens e análises de patentes militares. Os trabalhos teriam continuado mesmo após o início da guerra entre Irã e Israel, no ano passado.
Suspeitas Míssil iraniano cruza o espaço aéreo israelense em meio ao conflito entre os EUA e Israel com o Irã, visto de Ashkelon, Israel, em 7 de abril de 2026 Amir Cohen/Reuters Em julho, a agência Reuters revelou que analistas de inteligência dos Estados Unidos investigavam se a Rússia havia ajudado o Irã com informações de mira ou tecnologia avançada para drones usados em ataques contra instalações da CIA no Oriente Médio.
A Reuters e outros veículos já haviam informado, e autoridades americanas reconhecido, que a Rússia forneceu informações de mira e outros tipos de apoio ao Irã em ataques contra alvos dos Estados Unidos na região do Golfo. Segundo as informações publicadas na época, pelo menos duas instalações da CIA foram atingidas em março: uma estação da agência dentro da embaixada americana em Riad, na Arábia Saudita, e outra no leste do Iraque.
Duas autoridades ocidentais disseram à Reuters que analistas acreditavam que o ataque na Arábia Saudita havia usado duas versões de drones iranianos Shahed aprimoradas pela Rússia. VÍDEOS: agora no g1 Agora no g1
