Operação Sangria cumpre mandados no Amapá e Distrito Federal Polícia Civil/Divulgação A Polícia Civil do Amapá cumpre, nesta quarta-feira (7), mandados de busca e apreensão em 16 endereços ligados a um grupo suspeito de desviar cerca de R$ 60 milhões de uma empresa privada por meio de fraudes financeiras e lavagem de dinheiro. A Operação Sangria ocorre simultaneamente em Macapá e Brasília (DF).
Segundo investigação da Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), entre os alvos da operação estão uma barbearia e outras empresas apontadas como integrantes do esquema. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Agora no g1 Os crimes teriam ocorrido entre 2022 e 2026 e envolvido integrantes da alta gestão de uma companhia privada sediada no estado.
Investigação começou após suposto furto de embarcações As investigações avançaram após o principal suspeito, então gestor da empresa, denunciar o suposto furto de quatro embarcações, em abril deste ano. Durante a apuração, a polícia concluiu que a ocorrência era falsa e que as embarcações teriam sido entregues como garantia para quitar dívidas pessoais milionárias do investigado. A fraude também levou à abordagem indevida de dois advogados ligados à empresa.
LEIA MAIS: Ibama registra 124 acionamentos por incêndios no AP e alerta para extensão da seca pelo Super El Niño Como funcionava o esquema Segundo a Draco, o grupo criminoso era dividido em três núcleos: gerencial, financeiro e "noteiro". Empresas de fachada emitiam notas fiscais frias para simular a prestação de serviços e o fornecimento de mercadorias inexistentes. Com os documentos fraudulentos, pagamentos eram autorizados pelo núcleo financeiro, permitindo o desvio e a lavagem dos recursos.
De acordo com a polícia, o esquema operou durante anos e causou um prejuízo estimado em R$ 60 milhões à empresa vítima. Vida de luxo com recursos desviados A investigação aponta que os recursos desviados eram usados para custear o padrão de vida dos envolvidos, incluindo viagens, aluguel de aeronaves particulares e construções de alto padrão. Segundo a polícia, o principal investigado recebeu mais de R$ 13 milhões em contas pessoais e de familiares.
Celulares, computadores e veículos foram apreendidos Durante a operação, a polícia apreendeu celulares, computadores, veículos, mídias digitais e dinheiro em espécie. A Justiça do Amapá também autorizou a perícia nos materiais recolhidos e a quebra de sigilo dos dados dos dispositivos apreendidos. A análise do material deve ajudar a identificar outros envolvidos e aprofundar as investigações sobre o esquema.
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