Sem sol para secar roupa, moradores lotam lavanderias em São José e enfrentam filas de até 5 horas Reprodução/Rede Vanguarda O frio, a chuva e a alta umidade têm dificultado a rotina de quem precisa lavar e secar roupas em São José dos Campos. Sem sol, houve o aumento da demanda nas lavanderias da cidade e os estabelecimentos vêm registrando filas de espera de até cinco horas para realizar o serviço.

Segundo o proprietário de uma lavanderia de autosserviço, Moacyr Santos, o estabelecimento registrou aumento de 180% na procura e chegou a lavar mais de uma tonelada de roupas por dia. "A procura foi aumentada de forma muito fora do normal, a que a gente estaria habituado (...) Eu recebi 72 ligações, isso é um número alto para lavanderia, porque lavanderia é um negócio muito nichado, só perguntando se tinha vaga na lavanderia, e eu dizia não, lotação máxima o tempo todo", relatou Moacyr.

✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Moacyr conta que, em dias comuns, a lavagem leva cerca de 35 minutos e a secagem, 45 minutos. Porém, com o aumento da demanda e as filas de espera, os clientes chegam a aguardar até cinco horas para conseguir realizar o serviço. Agora no g1 O alto movimento também está sendo registrado na lavanderia tradicional de Simone Teixeira.

De acordo com a proprietária, foi preciso comprar duas novas secadoras para dar conta do aumento da demanda. Segundo Simone, grande parte da procura vem de pais que precisam lavar uniformes de trabalho, uniformes escolares e roupas de bebê. De acordo com ela, a alta umidade tem dificultado a rotina das famílias e aumentado a busca pelas lavanderias.

É um desespero porque todo mundo vive na correria, né? Todo mundo tem coisas para serem resolvidas e era uma coisa que não estava dentro do cronograma da vida cotidiana No serviço tradicional, o serviço completo de lavagem e secagem durante esse período demora em torno de três dias. Reclamações O aumento da procura também trouxe desafios para os próprios estabelecimentos.

Segundo o responsável pela lavanderia de autosserviço, as unidades não foram planejadas para receber um volume tão grande de clientes ao mesmo tempo, e a lotação também dificulta a organização e a limpeza dos espaços. "Você fica naquela agonia de não poder dar um bom serviço porque acaba lotando demais os espaços, você não consegue fazer a organização e limpeza com a frequência que você gostaria.

E você também se depara com a insatisfação, porque muitos clientes não conseguem, ficam frustrados, reclamam que não conseguem lavar suas roupas", disse. A quantidade de pessoas que nunca havia utilizado uma lavanderia de autosserviço também aumentou. Com isso, os funcionários precisam orientar novos clientes sobre o funcionamento das máquinas e as regras de utilização.

Em alguns casos, o uso incorreto dos equipamentos também provoca atrasos. "Seria melhor se a gente conseguisse realmente atender todo mundo que precisa, todo mundo que procura, com a pressa com que as pessoas procuram, seria ideal também", comentou a proprietária da lavanderia tradicional. Expectativas A expectativa é de que o movimento permaneça elevado enquanto o período de chuva e umidade continuar.

A lavanderia de autoatendimento estima que a procura deve seguir intensa até o fim de setembro, com tendência de normalização depois disso. O estabelecimento também acredita que parte dos novos clientes deve continuar utilizando o serviço mesmo após a melhora do tempo. Já a lavanderia tradicional espera que a demanda volte ao ritmo habitual após a redução da umidade.

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