Como uma marca de moda transformou um festival de música em vitrine para crescer Enquanto milhares de pessoas lotam a Cidade do Rock para assistir aos shows do Rock in Rio, pequenos empreendedores aproveitam o festival para apresentar seus produtos a um público de alcance nacional. É o caso da empresária Daniella Deslandes, dona de uma marca de moda feminina de Nova Friburgo (RJ), que participa pela segunda vez do evento com uma coleção pensada especialmente para o universo dos festivais de música.
Para a empreendedora, o visual faz parte da experiência de quem frequenta grandes eventos musicais. Por isso, a marca investe em peças alinhadas às tendências do momento, como renda, franjas, transparências e uma paleta dominada por tons de preto, branco e marrom. "Eu acho que o festival é um conjunto de coisas.
Tem a música, mas também tem a produção. A gente se prepara para o evento e escolher uma roupa diferente faz parte dessa experiência", explica a empreendedora. Empreendedora leva coleção de moda para o Rock in Rio e mira faturamento de R$ 30 mil Reprodução/PEGN Com investimento inicial de R$ 100 mil no negócio, Daniella divide atualmente suas vendas de forma equilibrada entre a loja física e o comércio eletrônico, responsáveis por 50% do faturamento cada.
Para esta edição do Rock in Rio, ela aumentou a produção e desenvolveu uma coleção especial voltada ao público do festival. O tíquete médio das compras gira em torno de R$ 300. Ao todo, a empresária levou 250 peças para o evento.
Além da venda presencial, criou estratégias para facilitar a experiência dos clientes, como a entrega de produtos em diferentes pontos do Rio de Janeiro e o oferecimento de mochilas para que os compradores possam guardar as peças durante os shows. A relação de Daniella com o Rock in Rio começou muito antes de sua trajetória como empreendedora.
Ela trabalhou durante cerca de oito anos na organização do festival como produtora de eventos e agora retorna à Cidade do Rock em uma posição diferente: à frente do próprio negócio. Segundo Roberta Medina, vice-presidente executiva da empresa que realiza o festival, a presença de pequenos negócios dentro do evento ajuda a valorizar talentos locais e amplia a visibilidade de marcas que ainda estão em fase de crescimento.
Para ela, o principal benefício não está necessariamente no volume de vendas realizado durante os shows, mas nas oportunidades de networking e na exposição a novos clientes e parceiros. Ainda de acordo com a executiva, o Rock in Rio deve gerar um impacto econômico estimado em R$ 3 bilhões, resultado da mobilização de mais de mil empresas envolvidas direta ou indiretamente na realização do festival. A expectativa da empreendedora para este ano é superar os resultados obtidos na edição anterior.
Em 2024, sua marca faturou cerca de R$ 20 mil em quatro dias de evento. Para 2026, com cinco dias de exposição e um estoque maior, a previsão é alcançar vendas entre R$ 25 mil e R$ 30 mil. "Minha expectativa é faturar entre R$ 25 mil e R$ 30 mil nesta edição", conta.
Mais do que fechar negócios durante o festival, Daniella vê a participação como uma vitrine estratégica para fortalecer a marca, conquistar novos clientes e ampliar sua presença no mercado de moda voltada ao público de festivais. Empreendedora leva coleção de moda para o Rock in Rio e mira faturamento de R$ 30 mil Reprodução/PEGN Love.D 📍 Endereço: Av.
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