Rodovia de Itaquaquecetuba leva nome de Bento, guitarrista dos Mamonas Assassinas Você sabia que o nome da Rodovia Alberto Hinoto (SP-56) é uma homenagem ao guitarrista dos Mamonas Assassinas, conhecido como Bento, que morreu em um acidente aéreo com a banda em 1996? Itaquaquecetuba faz 466 anos nesta terça-feira (8) e o g1 te conta quando uma das principais rodovias da cidade passou a ter esse nome.

✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp A mudança ocorreu em 14 de maio de 1997, com a publicação da Lei nº 9.674 no Diário Oficial do Estado de São Paulo, durante o governo de Mário Covas. O texto da lei determinou que o trecho da SP-056 entre a SP-066, em Itaquaquecetuba, e o município de Arujá passasse a se chamar Alberto Hinoto.

Proposta de lei para renomear rodovia Alberto Hinoto, em Itaquaquecetuba Reprodução / Câmara de Itaquaquecetuba De autoria do então deputado Antônio Carlos Mendonça, conhecido como Toninho da Pamonha, o projeto de lei foi justificado pela trajetória de Alberto Hinoto, guitarrista de uma das bandas de maior sucesso do país. Alberto Hinoto, conhecido como Bento, nasceu em Cotia (SP), em 4 de agosto de 1970, e se mudou para Itaquaquecetuba em 1972.

Na cidade, iniciou os estudos na Escola Estadual Homero Fernando Milano. Bento e a família passaram alguns anos em Guarulhos, mas retornaram a Itaquaquecetuba, onde o músico viveu até o fim da vida. Placa da Rodovia Alberto Hinoto, em Itaquaquecetuba Reprodução / TV Diário Mamonas Assassinas Dinho, Bento, Samuel, Júlio e Sérgio formavam os Mamonas Assassinas.

O grupo gravou um único álbum e vendeu milhões de cópias. Os integrantes se apresentavam com fantasias, misturavam diferentes ritmos musicais e ganharam destaque pelo humor presente nas músicas e nos shows. Na noite de 2 de março de 1996, um sábado, o avião em que a banda viajava caiu na Serra da Cantareira, na Grande São Paulo, por volta das 23h15.

Bento Hinoto guitarrista dos Mamonas Assassinas Fernando Hinoto / Arquivo Pessoal Os nove ocupantes morreram: os cinco integrantes dos Mamonas Assassinas, dois tripulantes e dois funcionários da banda. Entre os mortos estavam Alecsander Alves, o Dinho, de 24 anos, vocalista e líder da banda; Alberto Hinoto, o Bento, de 26 anos, guitarrista; e Júlio Cesar Barbosa, o Júlio Rasec, de 28 anos, tecladista.

Também morreram os irmãos Samuel e Sérgio Reis de Oliveira, de 22 e 26 anos, respectivamente, baixista e baterista do grupo. No mesmo avião estavam o piloto, Jorge Martins, o copiloto, Alberto Takeda, e dois funcionários da banda: o segurança Sérgio Saturnino Porto e o roadie e primo de Dinho, Isaac Souto. A banda havia alcançado grande sucesso desde 1995.

Em nove meses, o grupo vendeu mais de 1,2 milhão de discos. Banda Mamonas Assassinas, em foto tirada na década de 1990 Divulgação Assista a mais notícias sobre o Alto Tietê