O Arcebispo Metropolitano de Brasília, cardeal Paulo Cezar Costa, na Missa Solene de Nossa Senhora Aparecida TV Globo/Reprodução O Arcebispo Metropolitano de Brasília, cardeal Paulo Cezar Costa, disse que vivemos um "tempo marcado por divisões, palavras agressivas e dificuldades de diálogo" e pediu por amor entre as pessoas. "Só o amor pode nos ajudar a construirmos uma sociedade brasileira mais à altura da grandeza de Deus e da divindade do ser humano.
[...] É preciso construirmos cada vez mais, não uma sociedade do ódio, da divisão, da discórdia, mas a sociedade da civilização do amor, onde pensar diferente se torna riqueza, onde ter posturas políticas diferentes se torna normal, porque assim é o ser humano. Mas não nos torna inimigos, não constrói uma sociedade de inimigos, porque não é este o caminho da fé", disse o arcebispo. As falas ocorreram durante a Missa Solene de Nossa Senhora Aparecida, na tarde desta segunda-feira (12), na Catedral de Brasília.
"Olhamos para a história e percebemos tanto mal, guerras sem fim. Basta vermos as guerras que estão acontecendo no mundo, violência contra as mulheres, feminicídio, ódio, divisões e tantas outras coisas. Só o amor de Deus pode nos libertar", afirmou o cardeal.
Nossa Senhora virou tema de campanha Ao longo do primeiro turno, a figura de Nossa Senhora Aparecida virou tema da campanha presidencial em razão de uma polêmica envolvendo publicações nas redes sociais. Os posts atribuíam a Flávio Bolsonaro e a políticos de direita a intenção de retirar de Nossa Senhora o título de Padroeira do Brasil. Não há atualmente no Congresso projeto com esse objetivo nem uma mobilização organizada de evangélicos para retirar o título.
A controvérsia chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Supremo Tribunal Federal (STF) e provocou ainda um embate entre Flávio Bolsonaro e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). ➡️Em uma agenda de campanha, em 27 de setembro, Flávio afirmou que o PT criou uma "fake news" sobre Nossa Senhora Aparecida "com ajuda de gente de dentro" da CNBB. O candidato não apresentou provas da participação de integrantes da entidade.
A CNBB rebateu a acusação e afirmou que não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas às eleições. E disse que "mentira não se combate com outra mentira". Em tréplica, Flávio Bolsonaro elogiou a nota emitida pela CNBB e disse que a suposta retirada do título de Padroeira do Brasil era "a maior fake news dessa campanha".
