13 pontos e fotos da perícia que embasaram prisão do tenente-coronel em SP Um novo laudo da Polícia Científica reforçou a conclusão de que a policial militar Gisele Alves Santana não cometeu suicídio. O documento é um complemento da perícia anterior e foi produzido a pedido da defesa do marido dela, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Rosa Neto. O novo laudo foi juntado ao processo no dia 1º de setembro.

✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio, mas as investigações da Polícia Civil concluíram que o tenente-coronel matou a ex-esposa e forjou a cena do crime para simular um suicídio. Ele está preso preventivamente desde março, em São Paulo. A operação da prisão do tenente-coronel durou menos de 30 minutos em São José dos Campos, no interior de SP.

A prisão ocorreu em um apartamento mantido por ele no Jardim Augusta, região central da cidade.

A soldado da PM Gisele Alves Santana era casada com o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto Montagem/g1 Leia também: STJ mantém prisão de tenente-coronel da PM réu por feminicídio da esposa em SP Justiça adia pela 2ª vez interrogatório de tenente-coronel acusado de matar esposa 13 pontos e fotos da perícia que embasaram prisão do tenente-coronel suspeito de matar mulher em SP A nova análise reforça elementos que já haviam sido apontados anteriormente pela perícia e pela investigação: os vestígios encontrados no apartamento onde Gisele foi morta são incompatíveis com a hipótese de suicídio.

Gisele foi encontrada morta com um tiro na cabeça, em fevereiro deste ano, no apartamento onde morava com o marido, em São Paulo. A defesa do tenente-coronel afirmou que vai questionar novamente o laudo. Novo laudo O documento foi elaborado para responder a questionamentos apresentados pela defesa sobre os métodos utilizados na reconstrução dos fatos e na análise da cena.

Segundo o laudo, a avaliação dos padrões de manchas de sangue e de outros elementos encontrados no local contradiz a hipótese de que Gisele tenha cometido suicídio. A perícia também aponta que a hipótese de participação de uma segunda pessoa na cena do crime permanece sustentada pelo conjunto de vestígios e provas analisados. Dessa forma, o novo documento não apresenta uma mudança na conclusão da perícia sobre a dinâmica da morte.

Ele complementa a análise anterior e reforça a conclusão de que a cena não é compatível com um suicídio. Veja o momento que tenente-coronel deixa condomínio com policiais no interior de SP Investigação A Polícia Civil concluiu o inquérito e encaminhou o caso à Justiça. A investigação apontou Geraldo Leite Rosa Neto como responsável pela morte da esposa e pela tentativa de fazer com que o caso parecesse um suicídio.

O tenente-coronel também responde a um processo na Justiça Militar. Ele passou à reserva da Polícia Militar em junho, após a publicação de um decreto que oficializou a aposentadoria. Segundo a PM, uma eventual perda do posto e da patente, com impacto sobre a remuneração, depende de decisão definitiva do Tribunal de Justiça Militar.

A PM Gisele Alves Santana e o tenente-coronel Geraldo Neto, acusado de assassinar a mulher no apartamento onde eles viviam, no Centro de São Paulo. Reprodução/TV Globo Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina