Presidente da Abiec, Roberto Perosa. Divulgação/Abiec O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Roberto Perosa, afirmou nesta quinta-feira (17) que espera que o Brasil volte à lista da União Europeia de países autorizados para exportar proteína animal ainda este ano. Ele afirmou ainda que o setor pediu ao governo que negocie um período de transição para que as empresas voltem a exportar antes de dois anos.

Isso porque a relistagem não libera o comércio imediatamente. No caso da carne bovina, a UE exige a comprovação do não uso de antimicrobianos do nascimento até o abate do bovino, o que leva cerca de dois anos. "No momento em que as autoridades europeias digam que eles viram segurança na fiscalização do governo brasileiro, a gente espera que se estabeleça um prazo transitório para que a gente possa voltar a ter o fluxo comercial", disse Perosa, durante uma coletiva de imprensa na Beef Week, em São Paulo.

Apesar disso, ele ressaltou que não há notícia de nenhuma missão técnica agendada por parte da UE no Brasil para verificar os novos protocolos implementados pelo país para a carne bovina. Essa é uma etapa necessária para que as exportações sejam retomadas. Agora no g1 "O que a gente tem de notícia da Europa é que o Brasil será relistado como permitido para exportar proteína para a Europa", disse Perosa, destacando que a UE está verificando as proteínas separadamente.

No dia 4, por exemplo, a União Europeia finalizou missões técnicas nas cadeias de mel e frango. Segundo Perosa, é importante que o Brasil volte para a lista da União Europeia, que serve de referência para cerca de 20 outros países fora do bloco, incluindo o Reino Unido e nações africanas. Suspensão das compras No dia 3 de setembro, a União Europeia interrompeu as importações de produtos de origem animal do Brasil.

Com a medida, o país está impedido de exportar carne bovina, suína, frango, mel, pescados e ovos para as 27 nações do bloco. A UE anunciou a medida em maio, após excluir o Brasil da lista de países que cumprem as suas regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. Essas substâncias são usadas para tratar infecções em animais, mas o bloco proíbe seu uso para estimular o crescimento.

Também proíbe o uso, em animais, de antimicrobianos reservados ao tratamento de seres humanos. A medida não foi motivada por irregularidades encontradas na carne brasileira, mas pela avaliação da União Europeia de que o controle feito pelo Brasil sobre o uso dessas substâncias é insuficiente. As carnes bovina e de frango são os produtos mais afetados, pois estão entre os itens de origem animal mais exportados pelo Brasil para a UE.

Ainda assim, representam uma parcela pequena do valor total exportado pelo país. Carne bovina é produto de origem animal mais vendido para a União Europeia. Arte/g1