Fed eleva juros dos EUA pela primeira vez em mais de três anos O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o patamar dos juros do país, que subiram em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira (16). Ele defendeu que a taxa seja reduzida para pelo menos 1% ao ano. "As taxas de juros nos Estados Unidos deveriam ser de 1% ou menos, porque temos o melhor crédito do mundo — DE LONGE", publicou Trump, em sua rede social.
"Estamos 'carregando nas costas' quase todos os países do mundo, e isso não pode continuar". 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Trump afirmou que os EUA estão "em plena expansão com novos investimentos" e ganhariam ao menos US$ 1,5 trilhão por ano se deixassem de negociar com os países com os quais há um déficit comercial.
O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, elevar a taxa de juros do país para a faixa de 3,75% a 4% ao ano em uma decisão unânime. É a primeira alta desde julho de 2023. Donald Trump, presidente dos EUA, em foto de 13 de setembro de 2026 AP/Julia Demaree Nikhinson A alta nos juros dos EUA interrompeu uma sequência de cinco reuniões consecutivas sem alterações.
A decisão foi influenciada, entre outros fatores, pela disparada do preço do petróleo em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, o que reforçou as preocupações do Fed com a inflação. Em comunicado, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) afirmou que a decisão de elevar os juros considera o duplo mandato do Fed: controlar a inflação e promover o máximo emprego. Novas projeções apontam que a maioria dos integrantes do Fed espera pelo menos mais uma alta de 0,25 ponto em 2026.
➡️ A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio. (leia mais abaixo) Trump critica patamar da taxa de juros do país Reprodução Essa foi a 14ª decisão desde que Donald Trump assumiu como 47º presidente dos EUA, em 20 de janeiro de 2025.
Desde a posse, este foi o quarto corte de juros, em meio a um cenário econômico incerto, marcado por conflitos geopolíticos, como a guerra entre EUA e Irã, e pela guerra tarifária promovida pelo republicano. Foi também a terceira reunião sob o comando de Kevin Warsh, indicado por Trump para presidir o banco central dos EUA. Warsh tomou posse em 22 de maio e iniciou oficialmente seu mandato de quatro anos em uma cerimônia na Casa Branca.
A troca de comando no Fed ocorreu após meses de atritos entre Trump e o ex-presidente da instituição, Jerome Powell. Desde o início de seu segundo mandato, o republicano critica os juros elevados e defende cortes nas taxas para evitar que o crédito mais caro prejudique a economia. Trajetória da taxa básica de juros dos EUA Arte/g1
