2º turno: Allyson é entrevistado no Inter 1 O candidato ao governo do Rio Grande do Norte Allyson Bezerra (União Brasil), entrevistado desta sexta-feira (16) do Inter 1, disse que vai reduzir a fila de cirurgias eletivas no estado pela metade em até seis meses e também prometeu a construção da terceira ponte para a Zona Norte de Natal. Segundo o candidato, reduzir a fila de cirurgias será possível através da contratação de profissionais que vão atuar junto com os servidores.

"Nos primeiros 6 meses de gestão, metade dessa fila nós vamos zerar. E vamos fazer isso com contratação direta de equipes de profissionais que vão trabalhar junto com os nossos servidores nos hospitais regionais do estado", falou.

Allyson Bezerra (União) entrevistado do Inter 1 Fernanda Zauli/g1 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp O Inter 1 entrevistou, nesta semana, os dois candidatos ao governo do Rio Grande do Norte que disputam o segundo turno, que tem votação prevista para o dia 25 de outubro. Nesta quinta-feira (15), o entrevistado foi Cadu de Lula (PT). Na sexta (16), o entrevistado foi o candidato Allyson Bezerra (União Brasil).

Desburocratizar o Estado e relação com presidente eleito O candidato iniciou a entrevista criticando as dívidas do estado e disse que pretende "desburocratizar" o estado para o recebimento de empresários e novos empreendimentos. "É uma trava tão grande que se um empreendedor, se um cidadão for buscar o Idema para regularizar o empreendimento, ele vai perder anos tentando e não vai conseguir. Nós precisamos desburocratizar o Estado.

Para isso eu trago a liberdade econômica", disse. Allyson disse estar "convencido" de que o processo de desburocratização vai aumentar o nível de arrecadação do estado, o que, caso seja eleito, iria colaborar para realizar os investimentos previstos no plano de governo.

"Nós vamos viabilizar através de emendas parlamentares, vamos viabilizar através do Governo Federal com parceria, vamos viabilizar o aumento da arrecadação vindo justamente de novos empreendimentos que vamos ter no governo do Estado, que irá trabalhar para viabilizar.

Nós seremos parceiros daqueles que querem empreender no Rio Grande do Norte" Na entrevista, o candidato falou ainda sobre não ter declarado apoio a nenhum dos dois candidatos à presidência da República que disputam o segundo turno - Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Segundo Allyson, caso seja eleito, ele será capaz de dialogar com qualquer um que seja eleito. "Eu tenho a capacidade, sou o único candidato que tem a capacidade de conversar em Brasília, seja qual for o presidente da República que seja eleito.

Nós temos a condição de levar os projetos que são prioritários para Brasília e para a bancada federal. Não terei dificuldade de conversar com nenhum dos três senadores e dos oito deputados eleitos federais do Rio Grande do Norte", falou. Ele citou o período em que foi prefeito em Mossoró - por quase dois mandatos -, período em que o país foi governado tanto por Jair Bolsonaro (PL) como por Lula (PT), rivais políticos.

"Nós temos pessoas que pensam diferente. Por isso que temos que ter um governante que tenha a capacidade de sentar na mesa e dialogar", falou. Terceira ponte e iniciativa privada O candidato também falou sobre a construção da terceira ponte, que consta no plano de governo.

Segundo ele, o projeto é previsto para ter acesso da Avenida Itapetinga, na Zona Norte de Natal, até a Zona Leste - o segundo ponto não foi detalhado. Ele citou ainda a experiência em obras de infraestrutura enquanto prefeito de Mossoró, como pontes e rodovias. "A gente precisa ter um projeto detalhado, com um traçado.

O traçado é da Avenida Itapetinga, da Zona Norte de Natal, ligando com a Zona Leste. Então, nós queremos fazer essa grande obra e vamos fazer", disse. Allyson falou que, caso eleito, vai realizar a contratação de técnicos para iniciar o planejamento da obra já no início do mandato e, em seguida, buscar os recursos através de parceria com o governo federal.

"Nós vamos fazer uma contratação de técnicos que vão trabalhar para fazer o planejamento do estudo geológico, do estudo do traçado, do estudo do trânsito, do estudo das externalidades da obra para que a gente consiga definir o orçamento e, aí, sim, buscar a bancada federal, buscar o Ministério da Infraestrutura", falou. O candidato falou ainda sobre parcerias com a iniciativa privada para outras obras. Ele citou, entre os exemplos, a construção de um estádio em Mossoró, onde foi prefeito.

"Um investimento de mais de R$ 215 milhões, que a prefeitura não vai desembolsar nenhum real, porque a iniciativa privada está construindo o estádio e vai construir também um centro administrativo", falou. Relação com os servidores e reduzir filas de cirurgias Questionado sobre cobranças que recebeu de servidores municipais durante o mandato enquanto prefeito de Mossoró, Allyson disse que vai ter "relacionamento direto" com o servidor estadual, caso seja eleito.

Ele citou ainda a experiência de ser um servidor concursado da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa). "Quando eu assumi também a gestão [em Mossoró], eu vi o comprometimento com o pessoal. Nós estamos garantindo direitos, buscamos trabalhar com desenvolvimento para a receita aumentar", disse.

Sobre a fila de cirurgias eletivas no estado, o candidato disse que vai reduzi-la na metade em até seis meses. Ele disse que haverá um trabalho para regionalizar a saúde no estado. "Essa regionalização da saúde é porque eu conheci.

Eu sou um candidato que conhece o Rio Grande do Norte por inteiro. Eu conheço porque eu estou desde março estudando detalhadamente cada cidade, cada região, cada hospital", completou. Melhoria do Ideb O candidato disse ainda que tem como meta aumentar a nota do Rio Grande do Norte no Ideb de 4 para 6,1.

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) avalia o nível da educação estadual e nacional. "Aí alguém diz: 'Allyson, isso é impossível no Rio Grande do Norte porque o Rio Grande do Norte está com nota 3, com nota 4'. Bem, eu te dou a nota que eu já fiz como prefeito", disse.

Allyson disse ainda que vai dar um incentivo financeiro a estudantes em vulnerabilidade social que passem de ano. "Nós vamos colocar isso para que todo o jovem do Rio Grande do Norte que tenha vulnerabilidade social, ele receba essa bolsa. Ao final do ano escolar, ele passando de ano, vai receber R$ 1 mil no PIX", falou.

Considerações finais Nas considerações finais, o candidato criticou o candidato adversário e o atual governo, reforçou os projetos que constam no plano de governo, como a terceira ponte e o programa para atrair empreendedores ao estado, e pediu votos pela mudança. "Então eu estou muito seguro de dizer aqui a você, potiguar, a você, minha amiga, a você, meu amigo, a você, jovem, e principalmente, a você, mulher, quem mais está sofrendo no Rio Grande do Norte, eu acredito que são as mulheres.

Sofrendo, a mãe está sofrendo com a insegurança quando o seu filho sai de casa. A mãe está sofrendo com o sangramento, uma mulher sofrendo com o sangramento, o precisando de uma cirurgia ou vendo o seu esposo, o seu filho precisando de uma cirurgia que não tem", disse. "E está sofrendo porque infelizmente está vendo as nossas escolas estaduais danificadas, sem ter futuro, sem ter melhora.

Eu quero conversar com cada um de vocês e dizer, vamos mudar. Não podemos mais ficar nesse estado que está do mesmo jeito que começou há 8 anos. Nós queremos mudança", afirmou.

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