Concessionária do aeroporto de Congonhas corta árvores em praça sem autorização da prefeitura A Aena, concessionária responsável pelo Aeroporto de Congonhas desde 2023, informou que suspendeu temporariamente o corte de árvores na região verde atrás do aeroporto, após ser notificada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Segundo a concessionária, a decisão foi tomada para esclarecer dúvidas dos órgãos públicos e da comunidade local.

Uma planta oficial que delimita a área do aeroporto indica que o trecho onde árvores estavam sendo cortadas para as obras de ampliação do terminal de passageiros fica fora do sítio aeroportuário. A informação contradiz a justificativa da concessionária , de que a vegetação está dentro dessa área.

🔎O sítio aeroportuário é a área delimitada para as instalações e atividades do aeroporto Ela afirma que, a retirada das árvores é necessária para garantir a segurança das operações aéreas, e que a retirada da vegetação foi autorizada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). A área em questão fica entre as ruas Tamoios e General Pantaleão Teles, no Jardim Aeroporto.

Segundo consulta ao GeoSampa, plataforma oficial de mapas da Prefeitura de São Paulo, o local aparece identificado como praça ou canteiro público. Praça onde a Aena iniciou o desmatamento é cadastrada como área pública (CAP 1031) Reprodução/ Geosampa O corte das árvores começou na terça-feira (20), sem aviso prévio aos moradores, que registraram a intervenção e passaram a questionar a retirada da vegetação da praça. Na quarta-feira (21), eles voltaram ao local para acompanhar a situação e cobrar explicações.

Após eles questionarem o corte, um trabalhador apresentou um documento que autorizava a retirada da vegetação. Autorização da Cetesb é de julho de 2025 Emitido pela Cetesb em 4 de julho de 2025, o documento está vinculado às obras de ampliação e modernização do Aeroporto de Congonhas e indica como endereço a Avenida Washington Luís, sem número, na Vila Congonhas. Nas observações, o documento menciona a supressão de 781 árvores isoladas e 24 indivíduos não identificados.

A relação inclui espécies como angicos, paus-ferro, sibipirunas, pau-brasil e ipês. Documento emitido pela Cetesb que autoriza o corte das árvores Reprodução Em nota, porém, a Cetesb informou que "aprovou a supressão de 1.191 árvores, todas, segundo o órgão, localizadas dentro da poligonal do aeroporto". Tambem afirmaram que a autorização observou as exigências da legislação ambiental e prevê compensação ambiental.

Segundo o órgão, "serão plantadas 11 mil mudas em uma área de 4,8 hectares, equivalente a aproximadamente sete campos de futebol". A Aena também declarou que fará a compensação pelas árvores retiradas, conforme previsto no Termo de Compromisso de Recuperação Ambiental firmado com a Cetesb. afirmaram ainda que, o local das plantações não foi definido, mas a prioridade é que seja na capital..

Prefeitura afirma que não autorizou o corte A Subprefeitura de Santo Amaro informou que uma equipe de fiscalização esteve na Rua General Pantaleão Teles na tarde de quarta-feira (21), mas não encontrou nenhum responsável. Em nota, a administração afirmou que "não autorizou a remoção de árvores no local e que o caso segue em apuração com previsão de nova fiscalização." GCM fiscaliza corte de árvores de área verde atrás do aeroporto.

Reprodução Cetesb promete fiscalizar a área Nesta quinta-feira (22), a Cetesb informou que notificará a concessionária responsável pelas obras para que se manifeste sobre o cumprimento das exigências previstas na autorização de supressão de vegetação. O órgão também afirmou que cobrará o reforço da comunicação com a comunidade do entorno, conforme uma das exigências do licenciamento ambiental, e realizará fiscalização para verificar se as condições estabelecidas foram cumpridas.

Moradores dizem que foram surpreendidos O caso veio à tona na terça-feira (20), quando moradores do Jardim Aeroporto denunciaram a retirada de árvores em uma área verde atrás do Aeroporto de Congonhas. Segundo os relatos, o barulho das motosserras chamou a atenção de quem vive na região. Os moradores filmaram a intervenção e questionaram os trabalhadores sobre a autorização para o corte.

No primeiro dia, troncos, galhos e restos de árvores ficaram espalhados pelo local. Os moradores também manifestaram preocupação com a possibilidade de que outras árvores fossem retiradas nos dias seguintes. Retirada de árvores em uma área verde atrás do Aeroporto de Congonhas.

Reprodução Na quarta-feira (21), eles se reuniram na praça para pedir explicações e defender a preservação da área verde. Os moradores afirmam que não receberam aviso prévio sobre a intervenção e que não havia placa informativa no local. A Lei municipal nº 10.919, de 21 de dezembro de 1990, prevê que o Executivo municipal informe a população, com dez dias de antecedência, sobre podas ou cortes de árvores em logradouros públicos, exceto nos casos de urgência caracterizada.

A norma também prevê consulta aos moradores diretamente envolvidos. *Sob supervisão de Cíntia Acayaba