Estátua da Justiça em frente ao STF, em Brasília. Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil A maioria dos brasileiros (53%) defende a adoção de um código de ética e de mandatos fixos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação é da pesquisa Quaest, contratada pela TV Globo e pelo jornal O Globo e divulgada nesta segunda-feira (14).
A margem de erro do levantamento é de dois pontos. A Quaest entrevistou 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro, em meio à crise interna que assolou a Corte. O STF vive atualmente conflitos internos, com um embate entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça envolvendo as investigaçãos do Caso Master.
Os eleitores foram questionados sobre seis propostas de mudanças na Corte e podiam responder se eram favoráveis ou contrários a cada uma delas. Segundo a pesquisa, 53% se disseram favoráveis a "estabelecer um mandato com tempo fixo para os ministros", enquanto 30% foram contra a medida. Outros 4% disseram não ser "nem a favor, nem contra", e 13% não souberam responder.
A maior parte dos entrevistados (68%) também disse ser favorável a "aumentar as exigências" para a chegada de novos nomes ao Supremo. Além disso, 50% dos eleitores apoiam que o Congresso Nacional e o Judiciário possam indicar magistrados para o Supremo. Atualmente, a escolha é feita pelo presidente da República.
Os ministros do STF precisam se submeter à idade mínima de nomeação, que é de 35 anos, e à aposentadoria compulsória, aos 75 anos, mas não há um tempo fixo para atuação na Corte. A seção de São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) defendeu em carta um mandato fixo de 12 anos para ministros da Corte. Agora no g1 Todos os poderes afetados Ainda segundo o levantamento da Quaest, 46% dos entrevistados consideram que o caso Master afeta negativamente todos os Poderes de maneira igual.
Para 17%, o caso afeta apenas o STF. Outros 15% apontam o governo anterior e a família Bolsonaro. Para 9%, o impacto negativo recai sobre o governo Lula e políticos do PT.
O Banco Central foi citado por 2% dos entrevistados. Para 1%, o caso afeta negativamente o Congresso Nacional; outro 1% considera que não afeta nenhum deles. Os que não sabem ou não responderam somam 17%.
Desconfiança no STF O levantamento também captou que 56% dizem "não confiar" no Supremo, enquanto 9% dizem "confiar muito". Outros 30% responderam "confiar pouco". O número subiu dez pontos em relação à pesquisa passada, divulgada em agosto.
O percentual voltou a patamares próximos aos registrados nos meses de abril e maio de 2026. Em abril, 53% dos entrevistados diziam não confiar no STF. Em maio, o índice chegou a 55%.
