Copiloto esfaqueia comandante e tenta derrubar voo para Israel O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta quinta-feira (1º) que o copiloto que esfaqueou o piloto de um voo da FlyDubai na quarta-feira (31) recebeu "doutrinação radical islâmica". O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que ainda é cedo para determinar quem está por trás do incidente envolvendo um avião da Flydubai que fazia a rota entre Dubai e Tel Aviv.

A declaração foi dada após o copiloto da aeronave esfaquear o piloto durante um voo na quarta-feira (30). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Netanyahu também adotou cautela ao ser questionado sobre uma possível participação iraniana. “Vamos chegar à origem desse agressor, independentemente de ele ter cúmplices ou não”.

No entanto, ele advertiu que “era cedo demais para dizer algo” quando questionado se havia alguma indicação de envolvimento iraniano, segundo declaração à Fox News. À agência de notícias Reutes, o enviado de Israel para os Emirados Árabes Unidos afirmou que Netanyahu falou nesta quinta-feira com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, sobre o caso. O enviado também afirmou que ainda não foi possível determinar os motivos do ataque.

O avião que transportava passageiros que estavam no voo da Flydubai com destino a Israel, saído dos Emirados Árabes Unidos e desviado para a Arábia Saudita após emitir um sinal de emergência, chega ao Aeroporto Internacional Ben Gurion, em Lod, perto de Tel Aviv, Israel. Ammar Awad / Reuters O embaixador israelense na ONU, Danny Danon, por sua vez, classificou o episódio como um "ataque terrorista".

Ele afirmou à Fox News que Israel tinha "certeza" de que se tratava de um ataque cometido por um indivíduo radical, mas que ainda não havia uma ligação estabelecida com um Estado ou organização terrorista. Após o incidente, a Flydubai suspendeu todos os voos para Israel. O copiloto foi preso e interrogado após o pouso, que contou com a ajuda de tripulantes, segundo a FlyDubai.

O homem tem nacionalidade de Omã e, em depoimento após ser preso, afirmou que agiu que agiu sozinho. Ataque com faca em avião: o que se sabe e o que falta esclarecer sobre o voo da FlyDubai Encanador ajudou a controlar avião Homem que ajudou a impedir tragédia em avião para Israel foi recebido como herói por Netanyahu Reuters O israelense Yaniv Hayun era apenas um dos 180 passageiros do voo FZ1073 da FlyDubai desta quarta-feira (30), que saiu de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com destino a Tel Aviv.

Horas depois, no entanto, ele chegou a Israel como o herói do voo. Hayun afirmou ter conseguido reverter a queda do avião, que perdeu o controle após o copiloto esfaquear o piloto, em um episódio classificado como atentado terrorista pelo governo de Israel. Ao desembarcar no aeroporto de Ben Gurion, Yaniv Hayun, foi recebido como herói pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Ao premiê, ele disse ter entrado na cabine ao perceber o confronto entre os dois pilotos. "Eu puxei os controles para cima e parei a descida do avião", afirmou Hayun. O israelense afirmou que séries especializadas em aviação ajudaram na ação.

"Por sorte, eu assisti a Air Crash Investigation", afirmou. "É simplesmente inacreditável o que você fez, sabe? Simplesmente inacreditável.

Você não apenas salvou todos a bordo do avião. Você não sabe o que poderia ter acontecido com ele. Nós não sabemos o que teria acontecido", disse-lhe Netanyahu.

Netanyahu se encontra com homem que ajudou a impedir atentado com avião O caso Veja trajeto do voo que foi desviado a caminho de Israel O voo FZ1073 da FlyDubai havia saído de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, no início da manhã, com destino a Tel Aviv, em Israel. Quando já estava próximo do espaço aéreo israelense, o copiloto atacou o piloto, que reagiu, segundo o governo israelense.

O confronto entre os dois deixou a aeronave temporariamente sem controle e fez o avião despencar cerca de 4.300 metros em aproximadamente 30 segundos, segundo o site de monitoramento aéreo Flightradar24. Passageiros perceberam o confronto e, com a ajuda de tripulantes, conseguiram conter o copiloto, segundo relatos de pessoas que estavam no voo. Em um vídeo enviado a parentes, o israelense Itzhak Liber, que estava entre os passageiros, afirmou que "um homem descontrolado com uma faca esfaqueou um dos pilotos".

"Estamos aqui no avião vindo de Dubai. Estamos aqui no avião; havia um homem descontrolado com uma faca que esfaqueou um dos pilotos. Nós agimos e ajudamos o piloto", disse Liber.

Outra passageira relatou "sangue por todo o lado". Sinais de emergência e pouso na Arábia Saudita Passageiros ensanguentados após briga entre pilotos em voo da Flydubai rumo a Israel que foi desviado para a Arábia Saudita em 30 de setembro de 2026. Reprodução/redes sociais Os radares registraram o descontrole do voo.

Quando o avião sobrevoava a Jordânia, vizinha de Israel, sinais de emergência começaram a ser emitidos pela aeronave. Um deles transmitiu o código de sequestro da aviação mundial, e a rota foi bruscamente alterada para a Arábia Saudita. Apesar de ambos os pilotos estarem feridos, o avião pousou em segurança na cidade de Tabuk, na Arábia Saudita.

A FlyDubai afirmou, em comunicado, que "a tripulação" fez a aterrissagem, mas não esclareceu quais membros da equipe fizeram o pouso. Passageiros, no entanto, relataram que pilotos que eram passageiros no voo comandaram o pouso. Israel chegou a solicitar que caças sauditas escoltassem o voo durante a operação para o pouso, mas o pedido foi negado, segundo o próprio governo da Arábia Saudita.

O ministro da Segurança Nacional israelense, Itamar Ben Gvir, afirmou que o terrorista tinha como objetivo assassinar os israelenses a bordo — 100 dos 180 passageiros eram cidadãos de Israel, segundo o governo israelense. O aeroporto saudita de Tabuk, onde o voo aterrissou, afirmou que tanto o piloto quanto o copiloto ficaram feridos e foram hospitalizados, e que passageiros também receberam atendimento. Horas depois, eles foram levados por outro avião e chegaram ao aeroporto de Ben Gurion, em Tel Aviv.

Segundo Netanyahu, a Arábia Saudita deteve e interrogou o copiloto e abriu uma investigação sobre o caso. A mídia israelense afirmou que o Mossad, a principal agência de inteligência do país e responsável por operações especiais e secretas, também está investigando o caso. Horas depois, um segundo voo da Flydubai rumo a Tel Aviv fez um breve desvio em sua rota, segundo o FlightRadar24, porém retomou o caminho depois.

O motivo do desvio não havia sido divulgado até a última atualização desta reportagem. A Flydubai opera voos diários entre Dubai e Tel Aviv, uma rota muito utilizada por cidadãos israelenses. Confronto, faca e pânico na cabine Mãe de passageira relata momentos de terror a bordo de voo desviado de Israel A mãe de uma passageira que estava a bordo do voo disse à agência Reuters que a filha lhe contou ter ouvido gritos e que um homem pegou uma faca, colocou o piloto no chão e que havia sangue por toda parte.

"Ela me ligou [após aterrissar] e disse que eles ouviram vozes, alguém pediu ajuda. Era o piloto. Ele estava gritando: ‘Ajuda, ajuda, ajuda!’.

O avião começou a perder o controle, então todas as pessoas começaram a gritar e acharam que iriam morrer", disse Yasmin Abu Kasis, com base no relato da filha Miriam. "Depois de alguns minutos, outros dois pilotos assumiram o controle. Alguns israelenses correram até um homem, e nesse momento ele pegou uma faca e tentou matar o piloto.

Eles seguraram a mão dele e o colocaram no chão. Havia muito sangue por toda parte", completou Yasmin. Ainda segundo Yasmin, os passageiros ficaram "estressados e em choque" com toda a situação.