Raúl Castro em 1º de maio de 2025 em Havana, Cuba Norlys Perez / Reuters A Justiça dos Estados Unidos emitiu nesta segunda-feira (19) uma ordem de prisão contra o ex-presidente cubano Raúl Castro, segundo anunciou o procurador-geral do estado da Flórida, James Uthmeyer. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ➡️ A ordem de prisão é parte do processo que corria na Justiça da Flórida contra Castro por homicídio.
O ex-presidente cubano, de 94 anos, também responde por dois crimes de destruição de aeronave e um crime de conspiração para matar cidadãos dos EUA, todos relativos a um episódio de fevereiro de 1996, quando Raúl era ministro da Defesa de seu irmão, Fidel Castro (leia mais abaixo). "Raúl Castro ordenou o assassinato premeditado, sancionado pelo Estado, de quatro moradores da Flórida, a sangue-frio.
A Flórida jamais deixará de buscar a responsabilização pelos casos de Carlos Costa, Pablo Morales, Mario de la Peña e Armando Alejandre Jr.", disse o procurador-geral. A ordem foi emitida por um tribunal de Miami, segundo Uthmeyer. O regime cubano — atualmente comandado por Miguel Díaz-Canel, aliado dos irmãos Castro — ainda não havia se pronunciado sobre o anúncio até a última atualização desta reportagem.
👉 A ordem de prisão também ocorre em um momento em que os Estados Unidos vêm pressionando Cuba para uma mudança de regime. Os dois países vêm travando negociações discretas, em meio a temores de uma invasão de forças norte-americanas à ilha, que vem sofrendo fortes apagões por conta do colapso da economia.
QUEM É RAÚL CASTRO: relembre a trajetória do irmão de Fidel PENA DE MORTE E PRISÃO PERPÉTUA: veja a quais penas Raúl Castro estaria sujeito Processos Os processos aos que Raúl Castro responde na Justiça norte-americana são relativos a um incidente ocorrido há 30 anos: a derrubada de dois aviões civis em fevereiro de 1996. O caso é considerado um dos episódios mais delicados da relação entre EUA e Cuba e ocorreu quando Raúl Castro era ministro da Defesa.
A ilha estava então sob o comando de seu irmão, Fidel Castro (1926-2016). As aeronaves pertenciam ao grupo Brothers to the Rescue (“Irmãos ao Resgate”), formado por cubanos anticastristas exilados nos EUA. Os quatro tripulantes morreram, três deles cidadãos americanos.
