O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu REUTERS/Ronen Zvulun/Pool O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta terça-feira (1º) que as forças israelenses prenderam o chefe do aparato de segurança interna do Hamas em uma operação na Faixa de Gaza. O Hamas não fez comentários, mas equipes de resgate palestinas e testemunhas relataram uma operação militar israelense que deixou quatro mortos, incluindo três crianças, a oeste da Cidade de Gaza.
"Ele é um dos dirigentes de mais alto escalão do Hamas e foi responsável por ocultar e transferir nossos reféns, dar abrigo a altos funcionários do Hamas, além de fortalecer as capacidades da organização e tentar restabelecer as capacidades do grupo terrorista", afirmou Netanyahu em um comunicado divulgado por seu gabinete. Nem o primeiro-ministro nem o Exército israelense identificaram o dirigente detido, mas vários meios de comunicação locais informaram que se trata de Muein al-Arabid.
Durante a madrugada, cerca de dez ataques aéreos, acompanhados de intensos disparos de drones, atingiram o oeste da Cidade de Gaza, a principal localidade do território palestino, relataram à AFP uma testemunha e uma fonte de segurança palestina. A Defesa Civil da Faixa informou quatro mortos, entre eles três crianças, e sete feridos em consequência dos bombardeios realizados por "aviões de combate do Exército israelense". O hospital Al Shifa, na Cidade de Gaza, confirmou este balanço.
Imagens da AFP feitas a oeste desta localidade mostravam os corpos de duas crianças sendo carregados pelas ruas. "Um jipe parou no meio da rua e começou a atirar indiscriminadamente para os dois lados. Continuou atirando contra nós por mais de 15 minutos", relatou à AFP Wafika al-Helou, que descreveu uma cena "aterrorizante e insuportável".
Outra testemunha, Mutaz Abu Asr, disse que foram ouvidos tiros e drones, e afirmou que ocorreram mais de cinco bombardeios em menos de três minutos. Os ataques israelenses a Gaza continuam quase diariamente, apesar do cessar-fogo que entrou em vigor em outubro de 2025 sob mediação dos Estados Unidos. Pelo menos 1.326 palestinos morreram na Faixa desde o início do cessar-fogo, segundo o Ministério da Saúde do território governado pelo Hamas, cujos números são considerados confiáveis pela ONU.
Durante este período, Israel registrou a morte de cinco soldados e de um contratado.
