Seis dos oito candidatos ao governo de Pernambuco em 2026 declararam gastos de campanha ao TSE. Reprodução / TV Globo Os sete candidatos ao governo de Pernambuco nas eleições de 2026 gastaram mais de R$ 12,7 milhões desde o início da campanha, em 16 de agosto. Os dados fazem parte da primeira prestação de contas oficial enviada até o dia 13 de setembro à Justiça Eleitoral.

Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) foram os que mais declararam gastos, concentrando 96% do total (veja tabela mais abaixo). No período mencionado, a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra declarou R$ 7,6 milhões em gastos de campanha. O ex-prefeito do Recife João Campos registrou gastos de R$ 4,5 milhões.

As informações estão disponíveis na plataforma Divulgacand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE A maior parte dos gastos é relacionada à contratação de agências de publicidade e de produtoras de audiovisual, à produção de jingles e vinhetas, à impressão de materiais em gráficas e ao pagamento de serviços advocatícios.

Agora no g1 As informações sobre receitas e despesas da campanha eleitoral são enviadas pelo Conta+JE, sistema da Justiça Eleitoral que centraliza a prestação de contas e é uma novidade do TSE no pleito deste ano. A cada eleição, o TSE fixa um teto de gastos para cada cargo em disputa. Para os candidatos ao governo de Pernambuco, no pleito de 2026, o limite máximo de gastos definido é de R$ 11,5 milhões no primeiro turno e de mais R$ 5,7 milhões no caso de segundo turno.

Ou seja, o político que participar dos dois turnos da eleição para o governo do estado pode gastar até R$ 17,3 milhões. Os gastos dos candidatos Guilherme Fonseca (PSTU), Ivan Moraes (PSOL), Professora Camila (UP) e Renan Hallais (Missão) somam, juntos, cerca de R$ 600 mil. Victor Assis (PCO) não declarou nenhum gasto e nenhuma receita, como mostra a tabela a seguir.

Professor Jeremias do Banco (Democrata) também não registrou nenhum gasto no período, mas não aparece na lista a seguir porque teve a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral e não concorre mais ao pleito deste ano. Como a defesa do candidato não se manifestou no prazo de cinco dias, foi declarado trânsito em julgado, e a candidatura dele passou a constar como inapta.⬆ Gastos declarados pelos candidatos ao governo de PE entre 16/08 e 13/09 ⬆️ Voltar ao início desta reportagem.

Gastos de cada candidato Veja mais detalhes sobre como cada candidato tem utilizado seus recursos de campanha, seguindo a ordem decrescente do total de gastos: Raquel Lyra (PSD) A candidata à reeleição tem a campanha mais cara na corrida pelo Palácio do Campos das Princesas até o momento, pois já declarou R$ 7.631.639,12 em gastos. Desse montante, cerca de R$ 3,7 milhões já foram pagos.

A maior parte dos gastos, de acordo com os dados disponíveis no Divulgacand, é relacionada a serviços prestados por terceiros, com R$ 4,5 milhões. Também foram gastos R$ 2,5 milhões com uma agenda de publicidade e mais R$ 1 milhão com a produção de jingles e vinhetas. A chapa declarou, ainda, R$ 283 mil em impulsionamento de publicações na Meta, empresa responsável por Instagram e Facebook, e R$ 232 mil com material impresso numa gráfica.

Em relação às receitas, que é o total de dinheiro recebido e disponível para ser gasto, a campanha de Raquel Lyra também tem o maior valor entre todas as candidaturas ao governo de Pernambuco neste ano: R$ 11,9 milhões. Quase a totalidade desse valor foi doada pelo diretório nacional do PSD, partido da governadora, com R$ 11,6 milhões. O diretório estadual do PSD em Pernambuco doou R$ 190 mil.

Ainda há registro de doações individuais. Entre elas, a do ex-governador de Pernambuco Gustavo Krause, pai da candidata à vice Priscila Krause (PSD), que fez uma doação de R$ 20 mil. João Campos (PSB) Segundo candidato ao governo de Pernambuco com mais gastos declarados à Justiça Eleitoral, João Campos apresentou um total de R$ 4.567.993,72 em despesas.

Desse montante, R$ 3,5 milhões já foram pagos, de acordo com as informações disponíveis na plataforma Divulgacand. A maior parte dos gastos do candidato do PSB está ligada à produção de programas de rádio, televisão ou vídeo, com R$ 1,1 milhão, além de R$ 1 milhão numa gráfica de material de campanha. Ele também declarou gastos de R$ 955 mil para impulsionamento de conteúdos nas redes sociais.

Desse total declarado para impulsionado, R$ 565 mil foram para a Meta, responsável por Instagram e Facebook. Em relação às receitas, João Campos declarou R$ 4,9 milhões, a segunda maior entre os candidatos ao governo do estado. Desse montante, mais de 70% são oriundos do diretório nacional do PSB, com R$ 3,5 milhões.

O diretório nacional do Republicanos, partido do candidato a vice na chapa, Carlos Costa, doou R$ 1 milhão. Outros R$ 400 mil foram doados pelo diretório estadual do PSB. Não houve registro de doação individual na campanha do ex-prefeito do Recife.

Ivan Moraes (PSOL) Terceiro candidato que mais gastou na campanha eleitoral, Ivan Moraes (PSOL) declarou gastos de R$ 453.259,49 no período citado, dos quais R$ 89 mil já foram pagos. A maior parte da verba utilizada é para serviços realizados por terceiros, com valores que totalizaram R$ 265 mil. Os recursos gastos com empresas de publicidade e materiais audiovisuais chegaram a R$ 92 mil.

A candidatura do PSOL declarou também uma receita total de R$ 660 mil. Desse montante, a maior parte veio do diretório nacional do partido, com R$ 450 mil. A Rede Sustentabilidade, partido da candidata a vice na chapa, Alice Gabino, doou R$ 200 mil a partir do diretório nacional.

Foram contabilizados ainda R$ 454 de financiamento coletivo. Renan Hallais (Missão) O candidato do Missão tem o quarto maior gasto de campanha declarado até então. Desde 16 de agosto, Renan Hallais totalizou R$ 94.675,57 em despesas.

O valor apresentado ao TSE já foi inteiramente pago. A maior parte dos gastos está relacionada a despesas com pessoal (R$ 45 mil), confecção de adesivos (R$ 36 mil) e uma produtora audiovisual (R$ 13 mil). Em relação às receitas, a candidatura do Missão arrecadou R$ 102 mil.

A quase totalidade desses recursos é oriunda de doação do diretório nacional do partido, que enviou R$ 100 mil. Outros R$ 2 mil da receita foram doados por financiamento coletivo. Guilherme Fonseca (PSTU) O candidato do PSTU declarou R$ 20 mil em gastos de campanha ao TSE.

Desse valor, a maior parte foi gasta com serviços prestados a terceiros (R$ 10 mil) e serviços advocatícios (R$ 7 mil). Em relação a receitas, a campanha declarou um total de R$ 25 mil, valor integralmente doado pelo diretório nacional do PSTU. Professora Camila (UP) Entre os candidatos que declararam despesas e receitas nas eleições de 2026 para o governo de Pernambuco, Professora Camila é a que tem o menor valor declarado de gastos na campanha.

Foram R$ 9.100. A maior parte foi usada em materiais impressos de publicidade (R$ 6,7 mil) e numa produtora de audiovisual (R$ 2,4 mil). Em relação às receitas, a campanha dela arrecadou R$ 6,9 mil, sendo 80% desse valor oriundo de uma doação do diretório nacional da UP.

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