Homem de 62 anos, condenado a mais de 24 anos de prisão em regime fechado pelo crime, foi preso na Bahia. Divulgação/Polícia Civil Uma cena exibida em uma série de televisão fez com que um caso de estupro de vulnerável fosse descoberto e denunciado em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo. Um homem de 62 anos, condenado a mais de 24 anos de prisão em regime fechado pelo crime, foi preso na Bahia na terça-feira (29) após passar cerca de quatro meses foragido.
O caso foi denunciado às autoridades em 2018, quando a mãe do menino procurou a delegacia. Ao assistir a uma cena de abuso sexual em uma série de televisão ao lado da genitora, a criança reconheceu a situação retratada na tela e revelou para a mãe que o suspeito, que era próximo da família, havia feito o mesmo. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Ao ser questionado pela mãe, o menino contou que sofreu abusos contínuos.
De acordo com as investigações, os crimes ocorreram ao longo de pelo menos dois anos, quando a vítima tinha menos de 14 anos, o que configura estupro de vulnerável. Ainda segundo as apurações da Polícia Civil, o agressor aproveitava a proximidade com a família e a relação de confiança para cometer o crime, prometendo presentes e exigindo segredo. "A mãe afirmou que a criança relatou o abuso enquanto eles assistiam a uma série na televisão.
Nessa série passou uma situação em que eram relatados abusos sexuais, e a criança disse: 'Olha, a pessoa fez isso comigo'. A mãe começou a conversar e a criança disse que tinha muita vergonha de falar sobre os abusos, pois não entendia muito bem o que tinha acontecido", explicou a delegada Jaciely Favoretti, titular da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente e ao Idoso (DPCAI) de Colatina. O condenado foi localizado e preso na residência em que morava, na cidade de Teixeira de Freitas, na Bahia.
A prisão ocorreu em uma ação conjunta entre o Centro de Inteligência e Análise Telemática (Ciat) Noroeste da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) e a Delegacia Territorial do município baiano. Como foi a investigação Segundo os investigadores, o tempo decorrido entre os fatos e a denúncia impossibilitou a realização de exames periciais. No entanto, a Polícia Civil reuniu depoimentos de testemunhas, ouviu a vítima perante a Justiça e comprovou a veracidade dos relatos, resultando na condenação do acusado.
“Apesar de o fato ter sido noticiado anos após a violência sexual que esse menor sofreu, a Polícia Civil teve condições de investigar, de apurar e de comprovar. Mesmo não havendo mais laudos ou possibilidade de perícia, a gente tem amparos jurídicos e legais para fazer a responsabilização criminal, sim, mesmo passados anos do fato", reforçou a delegada Jaciely Favoretti.
Fuga para a Bahia O condenado estava foragido desde maio deste ano, quando o mandado de prisão definitiva foi expedido e ele deixou a cidade de Colatina. Para localizá-lo, a polícia capixaba utilizou ferramentas de inteligência, como o Cerco Inteligente do Estado, reconhecimento facial, análise de dados e drones.
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Segundo a corporação, em menos de um mês de trabalho concentrado de inteligência, a localização exata da residência do suspeito em Teixeira de Freitas (BA) foi mapeada. "O Cerco Inteligente do Estado foi fundamental.
Identificamos que, na data exata em que ele saiu de Colatina, o veículo encontrado com ele no momento da prisão na Bahia passou transitando na cidade de Pedro Canário — ou seja, no trajeto entre Colatina e Teixeira de Freitas —, o que facilitou a identificação dele", pontuou o delegado Deverly Pereira Junior, da Superintendência de Polícia Regional Noroeste.
"Com menos de um mês de trabalho, a gente já conseguiu identificar onde esse alvo se encontrava, preparar toda a operação em conjunto com a Polícia Civil da Bahia e efetuar a prisão", completou o delegado Deverly. Em uma coletiva sobre o caso realizada nesta quinta-feira (1º), as autoridades ressaltaram a importância de os pais e responsáveis manterem um canal de diálogo aberto com as crianças e prestarem atenção a mudanças de comportamento ou dores físicas não explicadas.
"É fundamental que os pais conversem com as crianças e deixem claro que não existe segredo de adulto com criança. Criança nunca pode ter segredo com adulto nenhum. Se alguém pedir para guardar um segredo, a criança precisa contar.
Diante de qualquer relato ou situação diferente, procurem a polícia ou o Conselho Tutelar", alertou a delegada Jaciely Favoretti. O homem preso foi encaminhado ao sistema prisional e iniciou o cumprimento da pena de mais de 24 anos de prisão. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
