Veja como foi o resgate das 350 pessoas presas em um túnel no Nepal Militares do Nepal tiveram de rastejar e driblar o mar de lama espessa e escorregadia para conseguir resgatar centenas de pessoas que haviam ficado presas em um túnel, após a mega-avalanche que atingiu o país na quarta-feira (26). ➡️ Um túnel hidrelétrico em construção na localidade de Rasuwa, no Nepal, acabou funcionando para proteger trabalhadores e moradores locais da avalanche, que devastou a região, na fronteira com o Tibete.

Embora protegidos, eles ficaram presos por conta de uma camada espessa de lama que fechou a saída do túnel. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Na quinta-feira (27), militares conseguiram resgatar 350 pessoas que estavam no túnel, mas afirmaram que ainda buscavam outros cem sobreviventes nesta sexta-feira (28). Também nesta sexta, o governo local divulgou mais imagens do resgate, que mostraram a dificuldade das equipes para alcançar a entrada do túnel.

👉 As novas imagens mostram que os sobreviventes tiveram de sair do túnel deitados, deslizando pela lama para evitar afundar nela (assista acima). O vídeo também dá a dimensão da dificuldade dos militares em alcançar a entrada do túnel. Para não afundar, eles rastejaram pela lama até alcançar os sobreviventes.

Militares nepaleses rastejam para conseguir alcançar túnel onde centenas de pessoas ficaram presas após a mega-avalanche que atingiu a região, em 27 de agosto de 2026. Reprodução/ g1 O túnel faz parte de uma enorme usina hidrelétrica que vem sendo construída na localidade de Rasuwa e que promete aumentar em até 20% a geração de energia elétrica para todo o Nepal. Quando ficasse pronto, o túnel serviria para transportar grandes volumes de água até turbinas da usina.

O gabinete do primeiro-ministro do Nepal afirmou que os militares resgataram 350 pessoas do túnel e levaram outros 533 moradores que estavam nas redondezas para locais seguros. O gabinete informou também que "prosseguiam os esforços para retirar mais de 100 pessoas que ainda permaneciam ilhadas". Nesta sexta, o número de mortos por conta da avalanche passou de 550 pessoas.

Mais de 1.500 seguiam desaparecidas. A inundação arrasou vilarejos e vales, destruindo usinas de energia, estradas e pontes ao longo da rota que liga Katmandu a Lhasa, no Tibete — um trajeto muito frequentado por praticantes de trekking e peregrinos. Entre os desaparecidos, pelo menos 540 são estrangeiros.

Nesta fotografia divulgada pela agência de notícias Xinhua, uma imagem de drone mostra uma área afetada por inundações na quinta-feira, 27 de agosto de 2026, em Nuwakot, Nepal Sulav Shrestha/Xinhua via AP Resgate em túnel no Nepal Reuters Agora no g1