Tancredo Neves não tomou posse, mas entrou para a história Em decisão unânime, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) aprovou nesta segunda-feira (26) o acesso a documentos sigilosos sobre a morte do ex-presidente Tancredo Neves. A ação movida pela família de Tancredo pede acesso todos os procedimentos ligados à saúde do político.
Com a nova decisão, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF), devem liberar prontuários, relação de médicos e outros documentos relativos ao período em que Tancredo esteve no Hospital de Base, em Brasília. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp. Dúvida se arrasta por décadas Tancredo Neves foi internado na véspera da posse presidencial e morreu um mês depois, em 21 de abril de 1985.
Na ocasião, a morte foi atribuída a uma infecção generalizada após o eleito ser internado no Hospital de Base com dores abdominais. Durante o período, ele passou por sete cirurgias. Tancredo Neves durante discurso, em foto de julho de 1984 Antonio Lúcio/Estadão Conteúdo/Arquivo A versão é questionada pela família, que aponta possibilidade de erro médico.
Para a advogada dos familiares, Juliana Porcaro, a divulgação dos dados não é apenas de interesse das pessoas próximas, mas ajuda a contar a "história de uma nação". O g1 entrou em contato com o Conselho Federal de Medicina e com o Conselho Regional de Medicina do DF, e aguarda retorno. Cronologia O processo que pede a abertura de sigilo foi aberto há mais de uma década pela família, mas encerrado em primeira instância em 2012.
O Ministério Público Federal (MPF) se manifestou de forma favorável à família em 2014. Mas, ainda assim, a ação ficou paralisada por mais de 10 anos. Só em 2025, o pedido voltou a tramitar no TRF-1.
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