A rainha mãe de Toroo, Best Kemigisa Reprodução: Wikimedia Commons A Rainha-Mãe do reino de Tooro, em Uganda, Best Kemigisa, afirmou nesta quinta-feira (10) que está presa no palácio junto de outros integrantes da família real, em meio a uma disputa pela sucessão. Ela é mãe do rei tradicional Oyo Nyimba Kabamba Iguru Rukidi IV, que assumiu o trono aos 3 anos e governou o Reino de Tooro por 31 anos. Ele morreu enquanto tratava um câncer nos Estados Unidos.

✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Nesta quinta-feira (10), o comitê de seleção da etnia anunciou que o príncipe Edward Rukidi Kijanangoma foi escolhido para suceder o primo como rei. O Guinness World Records reconhecia Oyo como o monarca reinante mais jovem do mundo. Uganda é uma república, mas reconhece oficialmente os reis tradicionais, que atuam principalmente como autoridades culturais sem poder político.

A decisão foi rejeitada pela princesa Ruth Komuntale, irmã do falecido rei. Ela acusou “abutres malvados” de conspirar contra ela e contra a Rainha-Mãe. Agora no g1 A princesa apresentou um testamento que, segundo ela, havia sido escrito pelo rei em 2022.

No documento, Oyo teria designado “um filho biológico” como herdeiro, mas sem revelar o nome da criança. A informação surpreendeu integrantes da elite de Tooro, que afirmaram nunca ter ouvido falar do filho. Por isso, o comitê decidiu excluí-lo da votação para a sucessão.

Nesta quinta-feira, a Rainha-Mãe divulgou um comunicado no qual afirmou que tropas haviam “retirado os guardas reais sem aviso prévio e sido posicionadas ao redor do palácio”. “Não podemos sair nem receber pessoas livremente. Estamos sob prisão domiciliar”, denunciou.

A África tem apenas três monarquias soberanas — Essuatíni, Lesoto e Marrocos. Outros países do continente reconhecem reinos tradicionais como instituições culturais, mas sem poder político formal.