Mateus Simões fala sobre propostas para Minas em entrevista à TV Integração Mateus Simões, do PSD, atual governador de Minas Gerais e candidato à reeleição em 2026, esteve nos estúdios da TV Integração, em Juiz de Fora, nesta quinta-feira (3). Ele foi o terceiro entrevistado da série que entrevista os mais bem colocados na pesquisa Quaest divulgada no dia 25 de agosto.
Em 30 minutos, Simões foi questionado sobre os principais assuntos de seu plano de governo para Minas Gerais e para as regiões da Zona da Mata e Campo das Vertentes. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Alexandre Kalil (PDT) e Patrus Ananias (PT) já participaram da série. Cleitinho Azevedo (Republicanos) faltou à entrevista.
No sábado (5), será a vez de Gabriel Azevedo, do MDB. Mudança completa na saúde Os investimentos e as melhorias em saúde foram um dos assuntos discutidos na entrevista.
Especificamente para Juiz de Fora, Simões falou sobre o acordo para construção do novo Hospital de Pronto Socorro (HPS) onde seria erguido o Hospital Regional, e sobre mudanças em outras unidades, como Ascomcer, Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus, Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e Hospital Doutor João Penido. “A gente ainda não tem o projeto do que vai ser feito no antigo HPS, mas a expectativa é que ele se transforme num hospital dia para cirurgias mais simples.
Nós também vamos custear isso. Nós vamos ter uma saúde completamente diferente em Juiz de Fora nos próximos anos. Esse compromisso é um compromisso pessoal meu, que acompanhei junto com o Juiz de Fora”.
Conforme ele, a proposta é a descentralização dos atendimentos, evitando o deslocamento de pacientes de cidade menores. “A intenção é reforçar as estruturas hospitalares atuais para que as pessoas se desloquem muito. Estamos colocando mais recursos nos hospitais de Ponte Nova.
Vamos fazer um novo em Viçosa, universitário, em parceria com o governo federal. Também tem recurso já destinado em Ubá, reformando completamente a estrutura hospitalar para dobrar a capacidade de recepção de pacientes. Barbacena passou por um investimento muito grande e já está bem equacionado.
Isso vai tirar a pressão de Juiz de Fora”, disse. “Juiz de Fora tem que ser esse polo de alta especialidade. Ele não pode ficar recebendo média complexidade, deslocando 300 km para cá.
É ruim para o paciente que vem, mas é muito ruim também para o povo de Juiz de Fora”, completou. Questionado sobre a nova regulação de vagas pela Central de Operações para Regulação Estadual (Core), ele disse que pretende solucionar a questão criando mais vagas nos hospitais. “Não é melhorando o sistema de regulação, é aumentando o volume de vagas disponíveis”.
Érica Salazar entrevista Mateus Simões Rodrigo Neves/TV Integração Desenvolvimento regional Simões também propôs melhorias para enfrentar o processo de desindustrialização de cidades da Zona da Mata. Disse que ampliará investimentos em cidades como Ponte Nova, destaque na criação de suínos; Ubá, polo moveleiro; Dona Euzébia, maior fornecedora de mudas ornamentais do país; e Muriaé, forte na apicultura. “Mas Juiz de Fora é talvez o ponto em que a gente ainda precise reinventar a vocação econômica.
É aqui um espaço enorme para o que a gente chama de indústria do conhecimento”, disse ele, se referindo às instituições de ensino na cidade. “Isso, com o polo de serviço que a gente tem aqui em volta, traz oportunidades muito boas, especialmente nessa nova economia. É a tecnologia 4.0 de tecnologia aplicada à realidade.
Juiz de Fora vai ter um papel essencial nessa lógica de polo indutor do conhecimento e da indústria do conhecimento em torno disso”. Ele ainda defendeu o crescimento do programa Trilhas de Futuro como opção de oferta de mão de obra para as empresas. "A gente vai continuar caminhando com isso.
Uma meta agora é chegar 240 mil vagas por ano. Porque não adianta eu ter o bacharel e não ter o técnico para poder trabalhar na linha de produção. Isso é uma falta em Minas Gerais".
Segurança pública O candidato apresentou propostas que vão desde a criação de novas vagas na polícia até investimentos em tecnologia para combater crimes como tráfico de drogas, fraudes eletrônicas e bancárias e violência contra a mulher. “Para combater o crime organizado, eu diria que a gente tem dois desafios para o próximo governo: garantir que a gente continue contratando policiais e investir em tecnologia”, explicou.
Ele destacou também a necessidade de novas operações combatendo e prendendo criminosos, como a ‘Operação Cerco Fechado’, e capacitação dos agentes, como investigadores da Polícia Civil. Em relação à violência contra as mulheres, Mateus Simões também citou a necessidade de novas contratações para que as delegacias possam funcionar 24 horas. Além disso, citou a necessidade de inovações tecnológicas e outras formas de auxílio.
“A proposta é que toda empresa que queira se instalar em Minas Gerais tenha de ter o compromisso de empregar prioritariamente mulheres vítimas de violência encaminhadas pelos nossos serviços”. Prevenção a desastres Sobre as mudanças climáticas e o olhar do governo estadual para o assunto, o candidato disse que, se eleito, fará o reflorestamento em algumas regiões e ampliação do programa habitacional de Parceria Público-Privada (PPP), entre o governo e empresas privadas para construir e gerenciar moradias populares.
“Aqui na Zona da Mata a gente tem dois temas muito sérios. Um é o tema dos cursos d'água, problemas como o de Ubá, e o outro problema das construções em áreas de risco, tema mais grave aqui em Juiz de Fora. E as soluções são também diferentes.
Então, para a questão dos cursos d'água, é o processo de reflorestamento das margens”. Segundo ele, serão usados recursos recebidos pelo Governo de Minas de empresas responsabilizadas pela tragédia em Mariana, após rompimento da barragem da Samarco, 2015. No caso de Juiz de Fora, segundo ele, o trabalho ser a relocação de moradores que vivem em área de risco para regiões mais seguras.
“As pessoas têm de sair das áreas de risco e serem realocadas. E aí pode ser com compra de imóvel ou aluguel de imóveis com aluguel social. A minha proposta é um pouco diferente da proposta da maioria dos candidatos, que eu entendo que especialmente os casais mais novos, muitas não querem comprar um imóvel.
Eles preferem alugar um imóvel com aluguel social bem baixo e conseguir morar numa moradia digna de locação ao invés de compra”. Considerações finais Mateus Simões faz considerações finais em entrevista à TV Integração Pouco antes das considerações finais, o candidato comentou sobre a dívida pública de Minas que, segundo ele, está controlada com “as contas em dia”.
“Queria dizer [ao eleitor] para que siga o acompanhamento as sabatinas, especialmente as regionais, para entender se quem vem aqui se apresentar como candidato conhece mesmo a sua realidade. Eu tive ao lado do governador Zema durante 7 anos, comandando a equipe técnica durante todo esse tempo e tenho certeza que tem muita coisa ainda para gente fazer”.
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