Queimadas às margens da BR-156, próximo a Pracuúba Alexandra Flexa/Sema Às margens da BR-156, perto de Pracuúba, o verde da vegetação deu lugar a um cenário marcado pelas cinzas. Queimadas consumiram a paisagem na região dos Lagos. Equipes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) identificaram ao menos 18 pontos atingidos pelo fogo na rodovia e nos ramais que levam às comunidades.

Todos os anos, a estiagem transforma a seca em combustível para o avanço das chamas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Com drones, os fiscais registraram imagens de áreas antes cobertas por mata. Hoje, o que se vê é um tapete de cinzas espalhado pelo fogo.

O Painel do Fogo, que reúne dados de satélite sobre focos de calor, auxilia no mapeamento. As coordenadas são cruzadas diariamente com registros do Cadastro Ambiental Rural (CAR). As autoridades se preocupam com a destruição da floresta, a fumaça que sufoca moradores e os animais que vivem na mata e sofrem com o fogo.

“Uma simples queimada pode sair do controle e se transformar em um incêndio florestal. É importante buscar orientação para evitar danos ao meio ambiente e à comunidade”, destaca Waciman Teixeira de Lemos, agente de fiscalização ambiental da Sema. A economia de Pracuúba se apoia na pesca artesanal, na agricultura familiar, na pecuária de búfalos e em atividades agroextrativistas.

Você sabia? Uma portaria da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) suspendeu totalmente o uso do fogo no Amapá entre 1º de setembro e 30 de novembro de 2026. Durante o período, as autoridades ambientais orientam a população a não queimar lixo, terrenos, quintais ou áreas com vegetação seca.

O Corpo de Bombeiros aponta que a BR-156 concentra a maioria das queimadas suspeitas. A rodovia, principal ligação entre municípios, costuma ser tomada pela fumaça. Às margens da BR-156, o capim rasteiro seco favorece a propagação das chamas.

Uma faísca pode se espalhar por quilômetros, impulsionada pelo vento. Na floresta, o fogo é mais intenso, mas avança devagar. Já nas áreas de campo, o calor, o capim seco e o vento aceleram a propagação, segundo as autoridades.

LEIA TAMBÉM: Focos de calor no AP saltam de 36 para 160 em um ano; Calçoene concentra metade das ocorrências Incêndio de grandes proporções em área de vegetação ameaça residências em Oiapoque Campanha percorre municípios do Amapá com orientações para combater queimadas Combate e orientação A suspeita é de que a maioria das queimadas seja provocada. Por isso, as equipes atuam no combate ao fogo e na orientação dos moradores.

Nas abordagens, fiscais da Sema alertam sobre situações que podem facilitar o avanço das chamas. A mobilização segue até quinta-feira (24), com orientações e acompanhamento às comunidades. “Prevenir e combater o fogo é uma responsabilidade compartilhada.

Cada pessoa pode ajudar a evitar que uma queimada se transforme em incêndio”, destaca o capitão Alex Afonso, coordenador de Fiscalização Ambiental. Equipes da Sema atuam na fiscalização em Pracuúba Alexandra Flexa/Sema Operação Amapá Verde A operação ocorre anualmente e faz parte das ações de proteção à Amazônia e foca na redução dos impactos das queimadas e focos de calor durante o período de estiagem no Amapá. A atuação do programa é dividida em três eixos centrais: prevenção, combate e fiscalização.

A operação atua desde o início de agosto em regiões consideradas de maior vulnerabilidade. A atenção é reforçada em localidades do centro-norte do estado, onde historicamente se registra um maior volume de ocorrências. Durante as idas, serão levados alguns equipamentos de combate a incêndio como sopradores, abafadores e as mochilas costais.

São ferramentas que dão uma acessibilidade e autonomia aos militares em atuar para combater focos de incêndio que ficam longe onde está a viatura. De acordo com o planejamento dos Bombeiros, o quantitativo da equipe deve ser ampliado em outubro para estender a atuação nas áreas mais críticas. Operação Amapá Verde 2026 CBM/Divulgação Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá