Alunos denunciam problemas na estrutura em escola técnica no Acre Alunos do Centro de Educação Profissional e Tecnológica em Serviços (Cept) Campos Pereira, que fica em Rio Branco, denunciaram problemas na estrutura do prédio, na alimentação e no pagamento do auxílio-transporte oferecido aos estudantes. As reclamações foram divulgadas em um vídeo publicado nas redes sociais na última quarta-feira (30), no qual os alunos pedem providências para melhorar as condições de estudo.
Nas imagens, os estudantes mostram as condições do local e afirmam que os problemas persistem mesmo após uma mobilização feita cerca de um ano antes. (Veja vídeo acima) ✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Segundo o grupo, há partes do teto danificadas, pisos deteriorados, aparelhos de ar-condicionado que não funcionam e falta de água quase toda semana. Eles também relatam que já encontraram larvas na comida servida na instituição.
Em nota, o Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (Ieptec), responsável pela escola, informou que a rachadura no piso foi identificada em 16 de setembro e corrigida no dia seguinte. Sobre o forro, a instituição afirmou que a estrutura cedeu após uma ventania e que a reposição do material já havia sido solicitada. Já com relação à alimentação, o posicionamento destaca que acompanha a preparação e a distribuição das refeições e que adotará providências caso sejam identificadas irregularidades.
(Confira a nota completa no final da reportagem) Imagens mostram alimentação com larvas e danos na estrutura do Cept Campos Pereira, em Rio Branco, denunciados por estudantes da escola técnica Reprodução LEIA MAIS: Mais de 90 escolas da rede municipal passam a contar com protocolo de segurança em Rio Branco Servidores denunciam assédio moral e perseguição em escola de Rio Branco; ouvidoria não responde há 5 meses Alunos denunciam condições precárias para estudar em escola de região isolada no AC: 'Desassistidos' Nesta sexta-feira (2), o Ieptec também informou que equipes estão na escola para acompanhar os reparos na estrutura, verificar a instalação dos aparelhos de ar-condicionado que chegaram e as melhorias na cozinha.
O g1 entrou em contato com a Secretaria de Estado de Educação (SEE) para solicitar um posicionamento sobre os pagamentos pendentes do Auxílio Estudantil, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Segundo o Ieptec, o piso danificado foi consertado em setembro, enquanto a reposição do forro do corredor, que cedeu após uma ventania, foi solicitada Arquivo/Iepetec Queixas e falta de materiais Uma aluna, que pediu para não ser identificada, concluiu o curso de cabeleireiro oferecido pela instituição em julho deste ano e relatou problemas durante as aulas. Segundo ela, a turma enfrentou dificuldades com a estrutura da sala, a falta de água potável e a demora na entrega dos materiais prometidos.
"A sala de aula vivia alagada por conta dos canos entupidos. Para a gente, não tinha lanche, era só água. Teve um episódio em que estávamos bebendo água suja porque o bebedouro estava sem manutenção.
Não sabíamos disso, só descobrimos depois que uma aluna percebeu a cor da água", relatou. Além disso, no início do curso, a turma foi informada de que receberia um kit profissional e uma bolsa de R$ 800, dividida em duas parcelas de R$ 400, vinculadas à carga horária das aulas. A primeira parcela foi paga durante o curso, mas a segunda só foi depositada após a conclusão, depois de várias cobranças dos alunos.
“Foi uma verdadeira humilhação para conseguir receber esses valores. Você vai atrás de uma informação, mandam falar com uma pessoa, que manda procurar outra, e assim vai”, disse.
Estudantes relataram problemas na alimentação oferecida durante as aulas, incluindo falta de lanche e episódios de consumo de água suja por falta de manutenção do bebedouro Arquivo/Iepetec Apesar de ter recebido o dinheiro, a aluna afirmou que ainda aguardava a entrega do kit profissional, que deveria incluir materiais para o trabalho como cabeleireira. Nas capturas de tela das conversas de um grupo de WhatsApp da turma, enviadas à reportagem, as alunas cobram respostas sobre os kits e os pagamentos.
Em uma das mensagens, uma estudante pergunta quando receberá a bolsa, afirmando que já havia passado um mês desde a conclusão do curso sem que o valor tivesse sido depositado. Em resposta às cobranças, uma representante da instituição explicou que o secador e a prancha enviados anteriormente não atendiam aos requisitos de qualidade e que novos equipamentos foram solicitados à empresa fornecedora, mas ainda aguardavam a entrega.
(Veja fotos abaixo) Em mensagens no grupo da turma, estudantes pedem informações sobre a entrega dos materiais prometidos para o curso de cabeleireiro Arquivo pessoal Demora no pagamento do auxílio Luan Nascimento Lima, de 20 anos, estudou no Cept Campos Pereira entre 2024 e 2025. Ao g1, ele contou que concluiu o curso sem receber o incentivo ao transporte durante o período de aulas e que o dinheiro só foi depositado meses depois de terminar a formação.
“Eu só fui receber no outro ano, meses após já ter terminado o curso. Se durante o tempo que eu estava fazendo o curso precisasse desse dinheiro, estaria na mão”, relatou. Segundo Luan, o benefício havia sido prometido aos estudantes, mas, quando eles perguntavam sobre o pagamento, recebiam justificativas de que o processo ainda estava em andamento.
Ele também destacou que o transporte oferecido pela instituição fazia o trajeto até a escola, mas não resolvia o deslocamento dos alunos entre suas casas e o ponto de embarque. Ônibus utilizados no transporte dos estudantes do Cept Campos Pereira, em Rio Branco Arquivo/Iepetec O ex-aluno afirmou ainda que a alimentação nem sempre estava disponível e, quando havia comida, as opções costumavam ser limitadas, como farofa de ovo, arroz e feijão.
Para ele, a situação afetava principalmente quem saía do trabalho diretamente para as aulas ou precisava sair cedo de casa para conseguir pegar o ônibus. “Eu tinha que sair cedo de casa e não dava tempo para almoçar. Então, como almoço, contava com o de lá no curso”, explicou.
Luan também relatou problemas na estrutura durante o período em que estudou na escola. Segundo ele, algumas salas estavam sem lajotas e os reparos não eram feitos de imediato. ''Durante uma aula de primeiros socorros e instrumentação, percebemos a falta de extintores de incêndio no local.
Fora que também sempre tinha atraso no pagamento dos professores'', completou. Leia na íntegra a nota do Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (Ieptec) O Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (Ieptec) vem a público prestar esclarecimentos sobre as reclamações apresentadas por estudantes do Centro de Educação Profissional e Tecnológica (Cept) em Serviços Campos Pereira, em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira, 30 de setembro.
Em relação à refrigeração, o problema está concentrado nos três laboratórios de informática utilizados nas aulas práticas. Atualmente, os espaços possuem aparelhos de ar-condicionado de 18 mil BTUs. Para melhorar a climatização, o Ieptec já solicitou equipamentos de 24 mil BTUs, que deverão ser instalados nos próximos dias.
Sobre a rachadura no piso, a avaria foi identificada no dia 16 de setembro e solucionada no dia seguinte, com a substituição das peças danificadas. Quanto ao forro do corredor, parte da estrutura foi afetada após a forte ventania acompanhada de chuva registrada na sexta-feira, 25 de setembro, e cedeu na terça-feira, 29. A área danificada foi retirada no dia seguinte e a reposição do material já foi solicitada.
A previsão é que o serviço seja concluído até sexta-feira, 2 de outubro. Em relação ao Auxílio Estudantil, o Ieptec informa que os recursos necessários foram solicitados à Secretaria de Estado de Educação (SEE), que sinalizou que os repasses pendentes serão regularizados o mais breve possível. Quanto ao transporte escolar, os estudantes da Rede Ieptec têm acesso aos ônibus disponibilizados pela instituição.
Sobre os questionamentos relacionados à alimentação escolar, o Ieptec esclarece que mantém acompanhamento da preparação e distribuição das refeições, seguindo normas de higiene, manipulação e segurança alimentar. A instituição reforça que permanece atenta a eventuais relatos dos estudantes e adotará as providências necessárias sempre que alguma irregularidade for identificada.
O Ieptec reconhece a importância da manifestação dos estudantes e reafirma seu compromisso em ouvir a comunidade escolar, solucionar as demandas identificadas e garantir condições adequadas e seguras para a formação profissional dos alunos da Rede. VÍDEOS: g1
