O homem preso nesta sexta-feira (2) por suspeita de envolvimento no desaparecimento da manicure Ivanilda Silva de Azevedo confessou à polícia que a matou em Taquaritinga (SP). Segundo o delegado Hallef Santana Nogueira, ele contou que agrediu a vítima e a abandonou em uma mata na zona rural. Wellington Rodolfo Pinheiro da Silva, conhecido como Dendem, teve a prisão temporária decretada pela Justiça.

De acordo com o delegado, em depoimento, Wellington contou que, na noite do desaparecimento, estava em um bar com o marido da vítima e os dois tinham feito uso de entorpecentes. Ivanilda esteve no local, pegou a chave do carro do casal e foi para casa. Momentos depois, Wellington e o amigo deixaram o bar, mas ele foi à casa da manicure com a desculpa de que a levaria ao marido.

Os dois saíram no carro de Ivanilda. No caminho, eles pararam e mantiveram relação sexual, segundo Wellington relatou à polícia. “Depois dessa relação sexual, eles se desentenderam.

Ele menciona que ocorreu uma agressão, através de um soco, e que ela ficou desacordada. Posteriormente, ele a largou, perto do matagal. Ele tentou se evadir [no carro da vítima], no entanto, ele visualizou um veículo vindo na sua direção, foi desviar e o veículo [em que ele estava] ficou preso numa ribanceirinha.

Ele decidiu atear fogo no carro e disse que voltou a pé para a cidade”, afirma Nogueira. Nesta sexta-feira, a polícia realizou diligências na região apontada por Wellington como o local onde teria deixado Ivanilda, mas ela não foi encontrada. O delegado não descarta a possibilidade de que a vítima tenha sido estuprada.

“Para mim, é no mínimo estranho alegar uma relação consensual e, posteriormente, uma discussão, agressão com o cotovelo e um soco.” Ainda segundo Nogueira, Wellington afirmou que a vítima estava viva quando a abandonou na mata. “Ele alega que estava bastante transtornado com a utilização de entorpecentes e de bebida alcoólica. Fizemos diversas diligências na mata, andamos bastante mata dentro hoje, não conseguimos encontrar nenhum vestígio.

Em relação a ela estar viva ou não, ele alega que ela estava respirando na hora que ele a colocou no mato.” Esta matéria está em atualização