Alta demanda por canetas emagrecedora causa falta de seringas em Limeira, diz prefeitura Pacientes da rede pública procuram e não acham seringas para a aplicação de insulina em Limeira (SP). Segundo a prefeitura, a falta do insumo foi provocada pela alta procura global por medicamentos emagrecedores, o que fez com que a empresa fornecedora rompesse o contrato com o município.
De acordo com a Diretora de Atenção Primária à Saúde de Limeira, Denise Ferro, a prefeitura tinha uma licitação vigente que garantiria o abastecimento até junho de 2027. No entanto, o fornecedor alegou que os preços subiram muito no mercado e não conseguiu arcar com as entregas. "Houve um aumento do uso do insumo, até por conta das questões dos medicamentos emagrecedores [...] houve um desabastecimento nacional e global dessa seringa", explica a diretora à EPTV, afiliada da TV Globo.
Frasco de insulina e seringa Reprodução A diretora informou ainda que a administração municipal tenta realizar uma compra emergencial, que dispensa licitação, mas ainda não há prazo para a chegada dos materiais. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), 3 milhões de pessoas em São Paulo dependem desse tipo de insulina e das agulhas.
Apesar do problema em Limeira, prefeituras de cidades da região, como Piracicaba, Campinas e Santa Bárbara d'Oeste, informaram que as seringas seguem disponíveis nas redes municipais. A prefeitura de Limeira disse que protocolou um comunicado no Ministério da Saúde solicitando que o governo federal auxilie no envio das seringas.
Mulher aplica caneta emagrecedora no abdômen Reprodução/TV Globo Impacto nos pacientes Sem as seringas nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), os moradores enfrentam dificuldades e riscos para manter o controle da diabetes. O custo do insumo nas farmácias varia entre R$ 5 e R$ 10, segundo a dona de casa Maria Edivina, que tem reutilizado as seringas para economizar. "Dois meses que eu venho buscar não tem, mas ela [servidora] falou que está sem desde agosto.
Então, estou reaproveitando. Com uma seringa eu tomo de três a quatro vezes. E não pode, n?
Mas é o jeito, porque senão eu não tenho condição de ficar comprando", conta a dona de casa. Já Isabel Alexandre disse que tem a renda comprometida com a falta do medicamento. "Eu tomo cedo, no almoço e na janta.
E agora tem que comprar. É difícil porque não é todo mês que a gente tem dinheiro", afirma. VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e Região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba
