Renan Santos em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (31). Reprodução O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) classificou como um “momento bizarro da democracia brasileira” a decisão do ministro Dias Toffoli, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que impôs restrições à sua campanha. A declaração foi dada em entrevista coletiva nesta segunda-feira (31), em São Paulo.

Renan afirmou que a medida representa uma “inflexão autoritária” nos tribunais e chamou a decisão de “monocrática absurda”. “Aparentemente, é um ex-candidato agora falando. É um momento muito bizarro da democracia brasileira”, disse Renan no início da coletiva.

O candidato destacou que a decisão ocorreu exatamente dez anos após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 31 de agosto de 2016. Renan relembrou sua participação nas manifestações pelo afastamento da então presidente e afirmou que não imaginava que, uma década depois, estaria diante da possibilidade de ser retirado de uma disputa presidencial.

“[A decisão é] do Dias Toffoli, ministro do STF, que está hoje no TSE e que foi nomeado pelo mesmo grupo político que, há dez anos, eu afastei do poder no Brasil. A história, alguns dizem que é cíclica, mas a história é a história”, disse. O candidato afirmou ainda que o episódio demonstra, em sua avaliação, uma escalada autoritária no Judiciário.

“Hoje é um momento histórico também para demonstração dessa inflexão autoritária que existe nos tribunais”, afirmou. Segundo Renan, não há justificativa jurídica ou política para a medida. “Não dá para justificar de maneira racional e razoável, nem do ponto de vista jurídico, nem do ponto de vista político, a decisão do ministro Dias Toffoli.

Não há meios de fazer isso.” Renan agradeceu ainda as manifestações contrárias à decisão, inclusive de adversários na corrida presidencial. “Agradeço todas as manifestações democráticas dos veículos de imprensa, de juristas e dos meus concorrentes à Presidência da República, que demonstraram seu repúdio a essa decisão monocrática absurda.”