Mulher suspeita de aplicar golpes que somam mais de R$ 1 milhão se entrega à Polícia Civil em MG Polícia Civil/Divulgação A mulher de 28 anos suspeita de aplicar golpes que causaram prejuízo superior a R$ 1 milhão em Itanhandu (MG) se entregou à Polícia Civil na tarde desta sexta-feira (25). A informação foi confirmada pelo delegado responsável pelo caso.

📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram A investigada, identificada como Luana Oliveira Franco da Rosa, era procurada pela polícia após a Justiça decretar sua prisão preventiva. Até então, ela não havia sido localizada e era considerada foragida. Segundo a Polícia Civil, pelo menos cinco vítimas já foram identificadas durante as investigações.

Um dos principais golpes atribuídos à suspeita envolvia financiamentos de veículos realizados em nome de terceiros sem o conhecimento ou consentimento dessas pessoas. Ela também teria pedido dinheiro emprestado a vítimas com promessas de devolução que, conforme os relatos, não foram cumpridas. De acordo com a investigação, Luana se aproximava principalmente de pessoas com quem mantinha algum tipo de vínculo, como amigos, parentes e conhecidos.

Entre as vítimas está uma mulher de 72 anos que conhecia a suspeita havia mais de dez anos e frequentava sua residência. Ainda segundo a polícia, a investigada solicitava documentos e acesso a dados bancários sob diferentes justificativas, como problemas relacionados a cadastro bancário, pagamento de dívidas e outras despesas. Em alguns casos, as vítimas teriam realizado reconhecimento facial e entregue o celular à suspeita.

Polícia procura mulher suspeita de aplicar golpes em Itanhandu A prisão preventiva foi autorizada pela Justiça e cumprida em 16 de setembro, mas Luana não foi encontrada na ocasião. Conforme a Polícia Civil, agentes estiveram na casa da investigada e foram recebidos pela mãe dela, que informou que a filha não estava no local. A investigação apurava informações de que ela poderia ter seguido para Santos (SP) ou estar em Cruzeiro (SP).

A Polícia Civil informou que continua os trabalhos para identificar outras possíveis vítimas. Pessoas que acreditam ter sido prejudicadas pelos supostos golpes ou que possuam informações relacionadas ao caso devem procurar a polícia para registrar um boletim de ocorrência.

Em nota enviada à EPTV, o escritório Firmino Advocacia, responsável pela defesa de Luana, afirmou que ela compareceu voluntariamente à Delegacia de Polícia de Itanhandu em 3 de setembro para prestar esclarecimentos e que, desde o início da investigação, não se recusou a colaborar com as autoridades. Segundo os advogados, a prisão preventiva foi decretada em 16 de setembro, poucos dias após o comparecimento espontâneo à delegacia.

A defesa considera a medida desnecessária e sustenta que não existem elementos concretos que justifiquem a prisão. Ainda conforme a defesa, medidas judiciais já foram adotadas com o objetivo de garantir que Luana responda às acusações em liberdade. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas