Abelardo De La Espriella participa de vigília em homenagem às vítimas de terremoto na Colâmbia, em 28 de agosto de 2026 Raul Arboleda/AFP Quatro menores de idade morreram nos primeiros bombardeios ordenados pelo recém-empossado governo do direitista Abelardo de la Espriella em áreas controladas por guerrilheiros, informou à agência France Presse (AFP) uma fonte da autoridade forense nesta segunda-feira (31).
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Dois adolescentes de 15 anos e outros dois de 16 teriam morrido em ataques aéreos na Amazônia e na fronteira com a Venezuela, onde grupos armados disputam as receitas do narcotráfico, da mineração ilegal e da extorsão. "Os bandidos que durante décadas recrutaram menores para transformá-los em combatentes ou em escudos humanos devem pagar por esses crimes que violam o Direito Humanitário", disse o presidente no X.
Desde que tomou posse, em 7 de agosto, os bombardeios ordenados por De la Espriella deixaram pelo menos 26 mortos, em meio à pior onda de violência da última década. Agora no g1 O presidente chegou ao poder com a promessa de enfrentar sem trégua guerrilheiros e narcotraficantes com o apoio de seus aliados Estados Unidos e Israel. "Todo o meu apoio às operações militares que combatem (...) os grupos narcoterroristas", acrescentou.
As operações foram realizadas contra a guerrilha Exército de Libertação Nacional (ELN) na região do Catatumbo, na fronteira com a Venezuela, e contra uma dissidência das extintas Farc em Guaviare, no sul do país. Nos últimos anos, as organizações ampliaram seu contingente e controle territorial, segundo analistas e fontes militares. No ano passado, foram registrados 428 casos de recrutamento de menores por grupos armados, segundo a Defensoria do Povo.
Neste ano, até 31 de julho, já foram registrados 97 casos. De la Espriella informou nesta segunda-feira sobre um terceiro bombardeio em Guaviare contra outra dissidência das Farc comandada por Iván Mordisco, o guerrilheiro mais procurado da Colômbia. Oito integrantes de suas fileiras foram mortos, segundo o presidente, e ainda não se sabe se havia menores de idade.
Organizações de defesa dos direitos humanos alertam para o impacto dos bombardeios sobre as crianças vítimas de recrutamento em áreas pobres e com presença mínima do Estado.
