'Amarelinhos' na Avenida Autaz Mirim em Manaus Gato Junior/Rede Amazônica O prefeito de Manaus, Renato Junior, sancionou nesta segunda-feira (14) a Lei nº 700/2026, que autoriza o repasse de até R$ 3 milhões por mês para o transporte complementar da capital. O benefício atende os micro-ônibus conhecidos como "amarelinhos" e o transporte executivo e, segundo a prefeitura, poderá ser usado para ajudar a cobrir os custos de operação do serviço.
A lei havia sido aprovada pela Câmara Municipal de Manaus (CMM) no fim de agosto e permite que os recursos sejam repassados por meio do Fundo Municipal de Mobilidade Urbana (FMMU). O valor não será fixo e deverá variar de acordo com o déficit operacional do sistema. Segundo o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), cerca de 120 mil passageiros utilizam diariamente o transporte complementar, que opera principalmente nas zonas Norte e Leste de Manaus.
📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Um estudo do órgão apontou que, em junho, o custo operacional do sistema foi de R$ 5,89 milhões, enquanto a arrecadação com passagens somou R$ 3,7 milhões. A diferença gerou um déficit de aproximadamente R$ 2,19 milhões. CMM aprova subsídio de até R$ 3 mi: repasse mensal será destinada aos amarelinhos De acordo com a prefeitura, as cooperativas deverão comprovar o déficit operacional e prestar contas periodicamente para receber o subsídio.
Também serão exigidas medidas relacionadas à segurança e à qualidade do serviço. Durante a cerimônia de sanção da lei, o prefeito afirmou que o benefício estará condicionado ao cumprimento de regras pelas cooperativas. "Deixei muito claro na reunião: se aparecer qualquer gravação atual de micro-ônibus disputando racha ou fazendo ‘pega’, imediatamente aquela cooperativa ficará sem o subsídio naquele mês.
As placas de itinerário também não poderão ser trocadas no meio do caminho mudando o destino, atendendo a um pedido direto da população", disse Renato Junior. O diretor-presidente do IMMU, Elson Andrade, afirmou que o órgão deve ampliar a fiscalização do serviço e abrir canais para denúncias da população. "A aprovação dessa lei é crucial e o IMMU vai cobrar as contrapartidas dos cooperados: cumprimento das regras de trânsito, das programações e itinerários de viagem.
Vamos abrir canais de denúncia para que a população ajude a fiscalizar. O motorista não vai mais poder fazer o roteiro da cabeça dele; terá que cumprir a rota prevista para receber o benefício. O subsídio é uma ferramenta a mais para exigirmos um serviço bem prestado", afirmou.
A proposta foi enviada pela Prefeitura de Manaus à CMM em regime de urgência e aprovada pelos vereadores no dia 31 de agosto. Segundo a prefeitura, o primeiro repasse deve ocorrer ainda em setembro. A administração municipal também afirma que pretende estimular a renovação da frota dos "amarelinhos", que não recebe veículos novos desde 2013.
Segundo a meta apresentada pelo Executivo, pelo menos metade da frota deverá ser renovada nos próximos anos.
