Matuto S.A. concorre ao Grammy Latino O rapper Matuto S.A., de Franca (SP), está entre os finalistas do Grammy Latino 2026 na categoria Melhor Álbum de Música Urbana em Língua Portuguesa. A lista de indicados foi divulgada nesta quarta-feira (16), e o artista concorre com o disco "Terra Vermelha: Do interior pro interior", lançado em março deste ano.
O trabalho coloca lado a lado dois universos que fazem parte da trajetória do músico: o hip hop e a cultura caipira. Na disputa, Matuto S.A. aparece ao lado de AJuliaCosta, Budah, Don L e Emicida.
A indicação pegou o rapper de surpresa. Em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, pouco depois do anúncio, ele disse que ainda tentava assimilar a notícia. “Pra nós está sendo algo que a gente está digerindo ainda.
É uma vitória muito grande essa indicação, numa categoria tão difícil, tão específica. A gente está assimilando tudo ainda.” Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Projeto Matuto S.A. une viola caipira e ritmos urbanos em apresentação gratuita nesta sexta-feira (17) no Sesc Franca Gustavo Francisco Matuto também dividiu o reconhecimento com músicos e produtores que participaram do projeto e destacou a possibilidade de levar o interior para uma das principais premiações da música latina.
“Só agradecer todo mundo que participou, todo mundo que contribuiu, todos os músicos envolvidos, produtores musicais. É tanta gente para gente falar, ligar. Tamo ligando para todo mundo aí para dar notícia e tamo muito feliz, muito contente em representar o interior também.” ‘Tô em choque’ Nas redes sociais, Matuto publicou um vídeo gravado logo após descobrir que estava entre os indicados.
Emocionado, contou que chegou a colocar óculos para esconder as lágrimas. “Você é louco, eu estou em choque aqui, mano. Estou em choque, nem sei muito o que dizer ainda.
[...] Só botei o chapéu mesmo e o óculos para não aparecer as lágrimas aqui.” O rapper havia inscrito o trabalho em duas categorias: Melhor Álbum de Música Urbana em Língua Portuguesa e Artista Revelação. Como não apareceu entre os finalistas da segunda, disse que já havia diminuído as expectativas. Foi por curiosidade que resolveu conferir a relação de indicados a melhor álbum e encontrou o próprio nome entre os cinco concorrentes.
A banda Matuto S/A, de Franca (SP), no palco principal do João Rock 2024 em Ribeirão Preto, SP Igor do Vale/g1 A surpresa ficou ainda maior pelos artistas que estão na mesma disputa. Matuto cita Emicida como uma das maiores influências de sua trajetória e também se declara fã dos demais concorrentes. “Poder estar do lado ali é algo surreal.
[...] Para nós é uma honra poder estar ali, colocando o nosso nome na história, juntamente com esses grandes nomes da música brasileira.” Concorrem na categoria: Novo Testamento — AJuliaCosta Frequência Lunar — Budah Caro Vapor II – qual a forma de pagamento? — Don L Emicida Racional VL 2 - Mesmas Cores & Mesmos Valores — Emicida Terra Vermelha: Do interior pro interior — Matuto S.A. 'Terra Vermelha' Embora esteja há cerca de dez anos ligado à cultura hip hop, Matuto S.A.
contou que o projeto artístico voltado à mistura com referências regionais começou a ganhar forma em 2023. O passo seguinte veio em 2025, quando "Terra Vermelha: Do interior pro interior" foi aprovado pelo ProAC, programa estadual de incentivo à cultura. A produção começou naquele ano, e o álbum foi lançado em 17 de março de 2026, aniversário do rapper.
Segundo Matuto, antes da indicação ao Grammy Latino, o disco também havia sido incluído pela Billboard Brasil em uma seleção dos 50 melhores álbuns do primeiro semestre de 2026. A banda Matuto S/A, de Franca (SP), no palco principal do João Rock 2024 em Ribeirão Preto, SP Igor do Vale/g1 Da rua para a roça A identidade de Matuto S.A. está justamente na aproximação de sonoridades que, à primeira vista, podem parecer distantes.
O rapper mistura elementos do hip hop com referências da música caipira para falar sobre o interior paulista e as próprias raízes. Segundo ele, essa união nasceu da necessidade de fazer com que sua origem também estivesse representada nas músicas.
“Essa ideia de juntar a música caipira com o rap vem dessa necessidade de falar do interior, de falar das nossas raízes, de nos conectar com aquilo que faz parte da gente enquanto caipiras do interior de São Paulo.” Matuto afirma que a construção dessa sonoridade exige pesquisa e cuidado para que a música caipira não apareça apenas como elemento estético. Para ele, trata-se de um gênero que ocupa um lugar de importância comparável ao de outros grandes ritmos populares. “Não é fácil fazer essa junção.
A gente pesquisa muito, estuda muito, tem muito respeito. A música caipira é tão grandiosa.” É desse encontro que surge o que o artista define como uma ligação entre “a rua e a roça”. “A gente acha que está conseguindo fazer esse link com a rua, com a roça, com o rap, com a música caipira de uma forma genuína.” Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão e Franca Vídeos: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região
