Floresta Nacional do Tapajós com o Rio Tapajós ao fundo Marcelo Brandt/G1 O governo do Reino Unido anunciou nesta quinta-feira (3) a intenção de investir £ 400 milhões no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês), mecanismo lançado na COP30 para financiar a conservação de florestas tropicais. O aporte, que corresponde a R$ 2,7 bilhões, será feito por meio de um empréstimo e ainda depende da conclusão das regras de governança e operação do fundo e de uma análise final do governo britânico.

O TFFF foi lançado por iniciativa do Brasil e busca recompensar financeiramente países que mantêm suas florestas em pé. Diferentemente de mecanismos baseados em doações diretas, o fundo combina recursos públicos e privados e prevê que os rendimentos obtidos com os investimentos sejam distribuídos entre investidores e países que protegem suas florestas. “É muito significativo ver o Reino Unido se somar ao TFFF neste momento decisivo.

Este compromisso reforça uma mudança necessária na forma como o mundo reconhece e financia a conservação das florestas tropicais: valorizando quem as protege e garantindo recursos de longo prazo para que essa proteção seja efetiva. Ao incluir povos indígenas e comunidades locais como parte central dessa solução, o TFFF tem potencial para transformar a conservação em uma agenda de desenvolvimento.

Esperamos que o compromisso do Reino Unido seja um estímulo para que outros países avancem também e ajudem a levar essa solução à escala que a crise exige”, avalia Mauricio Voivodic, diretor-executivo do WWF-Brasil. Segundo o governo britânico, os países que receberem recursos para conservar suas florestas não terão de devolver o dinheiro.

A previsão é que o próprio TFFF gere retornos financeiros suficientes para pagar os investidores e, ao mesmo tempo, remunerar os países de acordo com seu desempenho na proteção das florestas tropicais. Agora no g1 O Reino Unido afirma que a opção por um empréstimo, em vez de uma doação, permite recuperar os recursos investidos e representa uma nova abordagem para o financiamento climático, na qual o país atua como investidor.

Como condição para o aporte, o governo britânico também busca participar dos mecanismos de supervisão do fundo. O investimento ainda está sujeito a uma avaliação sobre o tamanho final do TFFF, sua estrutura, as regras de crédito e as condições do empréstimo. Segundo o governo britânico, a participação no fundo permitirá apoiar ações de proteção do clima e da natureza e, ao mesmo tempo, buscar retorno para os recursos públicos investidos.