Falta de água afeta moradores de Paraíso e cidade enfrenta rodízio de abastecimento O Ministério Público ajuizou uma ação civil pública contra a BRK Ambiental devido aos problemas no abastecimento de água em Paraíso do Tocantins. A cidade está há mais de 20 dias com dificuldade para ter acesso à água. Comércios e escolas foram afetados e tiveram o horário de funcionamento alterado.
O g1 solicitou um posicionamento à concessionária, mas não teve resposta até a última atualização da reportagem. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Por causa dos problemas com o abastecimento, sete das 18 escolas de Paraíso suspenderam ou reduziram as aulas. A promotoria solicitou, em um prazo de 12 horas, que a concessionária disponibilize caminhão-pipa para creches, escolas, abrigos e unidades de saúde.
Falta de água afeta moradores de Paraíso e cidade enfrenta rodízio de abastecimento Reproduçao/TV Anhanguera Já para os bairros onde o fornecimento é interrompido por mais de 24 horas, o MP pediu que um caminhão-pipa seja disponibilizado em até 24 horas. O órgão também solicitou que os horários de rodízio dos abastecimentos sejam divulgados diariamente nas redes sociais, rádio e site da concessionária.
A ação também busca que a BRK Ambiental apresente um plano de contingência para situações de escassez hídrica em cinco dias. O documento deve conter o volume de água disponível na Barragem do Coco, a estimativa de autonomia do reservatório, a vazão dos poços em funcionamento e a previsão de ativação de novas fontes de captação.
LEIA TAMBÉM Rios secam e escolas suspendem aulas por falta de água no Tocantins Com nível baixo em reservatório, cidade no TO entra em rodízio no abastecimento de água; veja horários Vulnerabilidade e irregularidades Estiagem prolongada reduziu vazão do Rio Coco e de outros mananciais da cidade Reprodução/Portal Paraíso no Grale Investigações da promotoria apontaram que a autorização ambiental da concessionária para captação de água, concedida pelo Instituto Natureza do Tocantins, venceu em julho de 2026.
Segundo o MP, a licença de operação deve expirar em novembro sem que a empresa tenha comprovado a regularização. O Ministério Público ainda apontou que a vulnerabilidade do sistema de abastecimento da cidade durante a estiagem já era conhecida pela BRK desde 2019, conforme relatórios feitos pela própria empresa..
Na ação, o MP pediu que a concessionária seja condenada a elaborar, em 90 dias, um plano permanente de contingência aprovado pelos órgãos reguladores e pela prefeitura, com estudos detalhados de novas fontes de captação. Moradores lidam com a falta de água em Paraíso No centro da cidade, alguns comerciantes decidiram fechar temporariamente os estabelecimentos. Uma sorveteria precisou interditar o banheiro e improvisar o uso de baldes de água na cozinha para continuar atendendo os clientes.
"Estamos comprando água de galão, quatro de manhã e quatro à tarde, para poder manter a loja. Está difícil, difícil até de vender. O cliente chega, quer usar o banheiro e não pode porque está interditado.
A gente trabalha com comida e precisa ter água", afirmou a comerciante, Selda Alves Veras. Nesta semana, a BRK Ambiental informou que adotou algumas medidas para reforçar o sistema de abastecimento, como a ativação de cinco poços adicionais, com vazão conjunta de 62 mil litros por hora, implantação de estrutura de captação no Córrego Cachorra, transporte de água por caminhões-pipa e interligação entre sistemas de abastecimento para melhor atender setores da cidade. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
