Manifestantes marcham da praça Puerta del Sol, em Madri, onde estão acampados há dias, até o prédio onde vivia Maricarmen Abascal, de 87 anos, que morreu após ser despejada. O caso dela deu início a protestos por moradia na Espanha. Susana Vera / Reuters Cerca de 20 mil pessoas participaram nesta quinta-feira (8) de uma manifestação em memória de Maricarmen Abascal, de 87 anos, em Madri, na Espanha.
A idosa morreu na última quarta (7), duas semanas depois de ser despejada da casa onde vivia havia 71 anos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A manifestação foi organizada pelo Sindicato de Inquilinos e começou às 20h na Puerta del Sol, no centro da capital espanhola. Flores, velas e mensagens foram deixadas durante o dia no local onde os manifestantes se reuniram.
O grupo seguiu em direção à rua Sainz de Baranda, onde Maricarmen morava desde os 17 anos. Ela foi retirada do imóvel em 23 de setembro, depois que a empresa imobiliária Urbagestión comprou o prédio e passou a cobrar € 2.650 de aluguel por mês. Maricarmen recebia uma aposentadoria de cerca de € 1.350.
Espanhóis prestam homenagem a Maricarmen Abascal, símbolo da luta pela moradia Após o despejo, ela foi internada no Hospital Gregorio Marañón. Segundo o Sindicato de Inquilinos, a internação ocorreu após o desgaste provocado pelo processo de despejo. Na passagem pela praça de Cibeles, onde fica a sede da Prefeitura de Madri, os manifestantes fizeram um minuto de silêncio.
O grupo também lembrou o caso de Olga, uma mulher que morreu recentemente após ser retirada de sua casa em L'Hospitalet, na região de Barcelona. Cartazes exibiam frases como "O rentismo mata" e "Maricarmen somos todas".
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Houve concentrações e vigílias em Barcelona, Valência, Zaragoza e Sevilha, organizadas por grupos que defendem mudanças nas políticas de moradia. Durante o ato em Madri, uma coroa de flores foi colocada em homenagem a Maricarmen. Uma faixa dizia que ela deveria ser lembrada na luta pelo direito à moradia.
O Sindicato de Inquilinos convocou uma greve geral para 11 de novembro e também passou a defender o adiantamento das eleições gerais. Marcha fúnebre de Maricarmen Susana Vera / Reuters
