Ato de apoiadores de Lula no Masp, em SP Reprodução/GloboNews O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, escolheu a Avenida Paulista para fazer seu último ato da campanha das eleições de 2026 neste sábado (24). A icônica avenida de 2,8 km é palco das mais grandiosas manifestações em São Paulo, tanto da esquerda como da direita. No último dia 11 de outubro, era possível observar apoiadores de Lula ocupando todos os 18 quarteirões da via, do Paraíso à Consolação, se concentrando em 12 deles.

Na ocasião, a campanha de Lula não autorizou, por questões de segurança, o sobrevoo do drone do Monitor do Debate Político da USP, Cebrap e da ONG More in Common, que faz a contagem do público. No dia 18 de outubro, cerca de 71,8 mil apoiadores do adversário Flávio Bolsonaro (PL) se reuniram na Paulista, segundo o monitor. Às 13h30, muitos manifestantes já se concentravam em frente ao Masp.

O início do evento, com participação de Lula, está previsto para as 16h. Segundo a organização, Lula passará pelos manifestantes em um carro aberto. Não haverá caminhada, como previsto inicialmente.

A mudança foi definida para evitar a circulação de pessoas pelas ruas do entorno. O ato terá a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), também candidato à reeleição, e dos ex-ministros Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB) e Márcio França (PSB). Parlamentares eleitos para as Assembleias Legislativas e para o Congresso Nacional, apoiadores e outras lideranças políticas também foram convidados.

A organização do evento discutiu medidas de segurança com a Polícia Militar, a Prefeitura de São Paulo e o Metrô em uma reunião realizada no dia 20, após a divulgação de vídeos com imagens de vandalismo. Segundo a campanha, o Metrô teria solicitado a instalação de tapumes para proteger as estações da Avenida Paulista. A estrutura chegou a ser instalada, mas, na madrugada deste sábado, a empresa contratada informou à coordenação que a companhia estaria retirando a proteção.

Ainda de acordo com a organização, o argumento apresentado foi que o próprio Metrô adotaria medidas para proteger o patrimônio. A coordenação da campanha afirmou ter aceitado a decisão e disse esperar que a segurança seja garantida. A campanha também solicitou à Polícia Militar que os policiais utilizem câmeras corporais ligadas durante todo o evento, para permitir a identificação de pessoas que eventualmente pratiquem atos de vandalismo.

Outro pedido foi para que os policiais permaneçam identificados durante a operação. Último ato de campanha de Lula lota Avenida Paulista A organização informou ainda que enviou ofícios à PM e ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para garantir que o evento não prejudique o transporte das urnas eletrônicas. Até a manhã deste sábado, não havia resposta da Polícia Militar ao documento com os pedidos.

Advogados do partido estarão distribuídos em pontos do evento para solucionar eventuais problemas. Os nomes dos profissionais e os locais em que ficarão foram informados às autoridades. A dispersão do público está prevista para a Praça do Ciclista, também na Avenida Paulista, com o objetivo de manter a fluidez da circulação na região.

A campanha informou que não será permitido o uso de drones durante o ato. Imagens do evento serão disponibilizadas posteriormente pela organização.