Avenida Getúlio Vargas, Centro de Juiz de Fora g1 Uma comerciante foi presa suspeita de injúria racial após duas mulheres denunciarem que foram impedidas de entrar em um bazar e receberam ofensas racistas da proprietária. O caso aconteceu na avenida Getúlio Vargas, no Centro de Juiz de Fora. Segundo a Polícia Militar (PM), a comerciante chamou as duas de 'macacas' várias vezes, além de fazer gestos imitando o animal.

✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp De acordo com o boletim de ocorrência, na sexta-feira (9), após ser impedida de entrar, uma das mulheres tentou acessar o bazar, mas foi segurada pelos braços e empurrada para fora pelo filho da dona. Durante a confusão, segundo relatado aos militares, ela arranhou as costas dele. Ainda durante a discussão, uma das mulheres apontou o dedo para o rosto da comerciante e a tocou.

A outra vítima relatou ter sido ameaçada de agressão pela empresária. A PM informou que o bazar tem câmeras de segurança, mas a proprietária não apresentou as imagens aos policiais durante o atendimento da ocorrência. Outras ocorrências Ao consultar os registros policiais, os militares identificaram outras ocorrências envolvendo a comerciante, incluindo injúria racial, ameaça, injúria e agressões físicas.

A comerciante foi presa. Segundo a PM, ela resistiu à abordagem e precisou ser contida e algemada. Em nota, a Polícia Civil informou que a suspeita foi levada à delegacia de plantão de Juiz de Fora, onde prestou depoimento e teve a prisão em flagrante por injúria racial formalizada.

Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), a comerciante permanece presa na Penitenciária José Edson Cavalieri. Leia também: Cliente é agredido após ser acusado de furtar pacote de biscoitos em loja Ex-monitor de escola cívico-militar suspeito de crimes sexuais é preso ASSISTA: Entenda a diferença entre racismo e injúria racial Entenda a diferença entre racismo e injúria racial VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata