Adam Telle foi anunciado por Trump como secretário interino do Exército dos EUA Michael Brochstein/Sipa USA/Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (3) que está nomeando Adam Telle como secretário interino do Exército dos EUA. Telle ocupa atualmente o cargo de secretário assistente do Exército para obras civis. "Adam Telle é um grande patriota, respeitado por todos", afirmou o presidente em um post na sua rede social Truth Social.
Na segunda-feira (31), a imprensa americana reportou que o então secretário do Exército, Dan Driscoll, havia pedido demissão, após meses de tensão com o chefe do Pentágono, Pete Hegseth. O Secretário do Exército, Dan Driscoll, presta depoimento durante uma audiência no Senado americano em maio de 2026. Nathan Posner/Reuters Segundo a imprensa americana, Driscoll e Hegseth entraram em atritos frequentes desde que o segundo assumiu o cargo, em janeiro de 2025.
O secretário de Guerra é aliado do presidente dos EUA, Donald Trump. A tensão entre Driscoll e Hegseth teria resultado na demissão do chefe do Estado-Maior do Exército, general Randy George, em abril. Driscoll e George eram parceiros próximos, segundo o jornal "The Wall Street Journal", e desenvolviam juntos projetos de renovação tecnológica no Exército.
Os dois também viajaram juntos para a Ucrânia antes da demissão do general. A remoção de George provocou críticas a Hegseth entre deputados e senadores do próprio partido, os republicanos. Em comunicado enviado ao WSJ, a Casa Branca elogiou o trabalho de Driscoll.
A porta-voz Anna Kelly afirmou que o secretário foi eficaz na implementação da agenda de Trump, na preparação das Forças Armadas para operações militares e nas negociações entre Rússia e Ucrânia. Hegseth x liderança militar O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, fala durante uma declaração à imprensa ao chegar para uma reunião de ministros da defesa da OTAN na sede da organização em Bruxelas, quinta-feira, 18 de junho de 2026.
AP Photo/Virginia Mayo Hegseth chegou a servir no Exército dos EUA e atuou no Iraque e no Afeganistão, mas fez carreira como âncora do canal de TV conservador Fox News antes de ser indicado por Trump para comandar o Pentágono. A chegada de Hegseth à chefia do Departamento de Guerra foi vista com desconfiança pela liderança militar dos EUA, composta em grande parte por funcionários de carreira. No primeiro semestre de 2026, o secretário passou a promover uma "limpa" na alta cúpula das Forças Armadas.
Uma reformulação militar ampla é incomum na história do país, ainda mais em momentos de conflito aberto, como a guerra contra o Irã. Agora no g1
