Vídeo registra som de tiroteio que terminou com morte de médico em Catanduva, SP O médico que morreu em um confronto com a polícia após ameaçar a esposa foi atingido por três tiros no domingo (18), em Catanduva, no interior de São Paulo. A informação foi dada pela Polícia Militar em entrevista coletiva nesta terça-feira (20). Os quatros policiais envolvidos no tiroteio foram afastados dos serviços na rua.
Segundo um major da Polícia Militar, Mário Augusto de Freitas, dois tiros atingiram Luciano Lopes Pastor, de 52 anos, de raspão e um acertou a barriga. Na casa dele, a equipe encontrou e apreendeu um arsenal e uma suástica nazista. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Médico de 52 anos morre em troca de tiros com a polícia, em Catanduva (SP) Reprodução/Instagram Uma gravação da ocorrência permite ouvir 16 disparos no tiroteio.
Assista acima. Segundo o major, as imagens mostram o médico atirando duas vezes contra os policiais. A corporação, no entanto, não disponibilizou a gravação à reportagem.
Questionado sobre o protocolo adotado pela PM em ocorrências parecidas, diante da quantidade de tiros ouvidos no vídeo, o major afirmou que os policiais atiram até que o atirador seja contido e que os demais tiros não acertaram Luciano e não foram suficientes para impedir o médico de continuar atirado. “Não é um resultado que a Polícia Militar deseja, mas infelizmente não dependeu de nós esse resultado. Primeiro fica aqui os nossos sentimentos, foi indesejável.
Fizemos todo o possível para ter um direcionamento diferente”, disse o major. Um Inquérito Policial Militar (IPM) foi instaurado para apurar as circunstâncias da intervenção. As armas usadas pelos policiais que atiraram foram apreendidas para perícia, assim como a arma que estava com o médico.
LEIA MAIS QUEM É: médico foi diretor-presidente do Hospital Psiquiátrico Mahatma Gandhi na cidade e já havia sido preso BEBÊ NA UTI: mãe e padrasto são presos após médicos suspeitarem de hematomas incompatíveis com queda de berço Os quatro policiais que efetuaram disparos foram afastados do serviço operacional nas ruas enquanto o caso é investigado e para avaliação psicológica dos agentes. Durante o afastamento, os policiais podem ser realocados para funções administrativas.
O caso é investigado pela Polícia Civil como morte em decorrência de oposição à intervenção policial, violência doméstica, ameaça e resistência. Major da Polícia Militar, Mário Augusto de Freitas, em entrevista em Rio Preto (SP) João Selare/TV TEM Confronto começou durante atendimento de violência doméstica A Polícia Militar foi acionada para atender a uma ocorrência de violência doméstica na casa de Luciano, no bairro Jardim Aeroporto.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher relatou ter sido ameaçada pelo marido, que estaria alterado e armado após um churrasco familiar. Quando os policiais chegaram, a mulher já estava do lado de fora, mas os dois filhos do casal, de 14 e 10 anos, permaneciam dentro da residência e se abrigaram em um banheiro. De acordo com o registro policial, os agentes tentaram negociar com o médico para que ele largasse a arma.
Em determinado momento, ele teria se protegido atrás de um pilar e apontado a arma na direção dos policiais. Os policiais reagiram e balearam o médico, que morreu no local. Os filhos foram retirados da casa sem ferimentos e entregues aos cuidados de uma tia.
A mulher do suspeito também não ficou ferida. Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM
