Debates e entrevistas na TV são principais fontes para eleitor do RJ escolher candidato, diz Quaest Reprodução Quaest Debates e entrevistas com candidatos na televisão ainda são a principal fonte de informação apontada pelos eleitores do Rio de Janeiro para escolher em quem votar nas eleições de 2026, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (10). O levantamento aponta que 42% dos entrevistados citaram esse tipo de conteúdo como importante para a decisão.
Na sequência aparecem notícias na TV, rádio ou jornais, com 29%, e conteúdos em redes sociais, com 20%. Sites e portais de notícias foram citados por 13%, enquanto a opinião de amigos, conhecidos e familiares apareceu com 12%. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça A pesquisa ouviu 1.302 eleitores do estado, com 16 anos ou mais, entre os dias 4 e 7 de setembro.
A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela Globo e está registrada no TSE sob o número RJ-04768/2026. Agora no g1 Os dados fazem parte da segunda rodada da pesquisa de intenção de voto para o Governo do Rio e foram apresentados em um levantamento que, além da preferência eleitoral, investigou como os eleitores se informam e o quanto o ambiente familiar é politicamente alinhado.
LEAI TAMBÉM: Quaest no RJ: Paes mantém liderança em todos os cenários Veja números da disputa presidencial no RJ Como está a corrida para o Senado no estado Veja como está a disputa no 2º turno TV aparece à frente das redes sociais Embora as redes sociais tenham ganhado espaço na comunicação política, elas aparecem atrás dos meios tradicionais na resposta dos eleitores fluminenses. Entre as pessoas de 35 a 59 anos, 47% citaram debates e entrevistas na televisão.
O percentual cai para 40% entre os eleitores de 16 a 34 anos e para 37% entre aqueles com 60 anos ou mais. Redes sociais: Facebook, Instagram, Twitter, WhatsApp Divulgação A diferença é ainda mais acentuada conforme a escolaridade. Entre eleitores com ensino fundamental, 36% apontaram debates e entrevistas na TV; entre os que têm ensino médio, foram 43%.
Já entre aqueles com ensino superior, o índice chegou a 51%. A renda também apresenta uma diferença: a TV foi citada por 35% dos eleitores com renda domiciliar de até dois salários mínimos, 43% entre os que têm renda de mais de dois a cinco salários mínimos e 48% entre aqueles com renda superior a cinco salários mínimos. Identificação política também muda as fontes de informação A pesquisa mostra ainda que a forma como o eleitor se identifica politicamente interfere nas fontes consideradas mais importantes.
Entre os bolsonaristas, 40% citaram debates e entrevistas com candidatos na TV. O percentual sobe para 45% entre os eleitores que se identificam com a direita não bolsonarista. No outro lado do espectro, 40% dos eleitores que se identificam como lulistas citaram a televisão.
Entre os que se identificam com a esquerda não lulista, o índice chega a 50%. O grupo que mais se distancia dos demais é o dos independentes: 39% citaram debates e entrevistas na TV como fonte importante para escolher o candidato. As redes sociais também apresentam diferenças conforme a identificação política, mas permanecem atrás da televisão em todos os grupos.
Entre os independentes, por exemplo, 17% citaram conteúdos em redes sociais; entre lulistas, 14%; e entre bolsonaristas, 28%. Metade diz que família tem posição política muito parecida Além de perguntar como o eleitor busca informações para decidir o voto, a Quaest investigou o ambiente político dentro de casa.
A pergunta foi: "Pensando nas pessoas que moram com você, de modo geral, você diria que elas têm posições políticas..." Metade diz que família tem posição política muito parecida Reprodução Quaest Metade dos entrevistados, 50%, respondeu que as posições políticas das pessoas com quem mora são muito parecidas com as suas. Outros 20% disseram que são pouco parecidas e 22% afirmaram que não são nada parecidas. Uma parcela menor, de 3%, afirmou que não tem o costume de falar sobre política em casa.
Outros 5% não souberam ou não quiseram responder. O resultado indica que, para uma parcela significativa do eleitorado, a convivência familiar acontece em um ambiente de proximidade de posições políticas. Mas a divisão não é igual entre todos os grupos.
Entre bolsonaristas, alinhamento político dentro de casa é maior A identificação política é justamente um dos recortes que mais chama atenção. Entre os bolsonaristas, 62% disseram que as pessoas com quem moram têm posições políticas muito parecidas com as suas. O índice é semelhante entre os eleitores que se identificam com a direita não bolsonarista: 61%.
Entre os lulistas, 58% disseram que as posições políticas dos moradores da casa são muito parecidas, mesmo percentual registrado entre os eleitores de esquerda não lulista. Já entre os independentes, o índice cai para 41%. É também entre os independentes que aparece uma das maiores proporções de respostas indicando distância política dentro de casa: 29% disseram que as posições dos moradores são nada parecidas com as suas.
Entre bolsonaristas, esse percentual é de 15%; entre lulistas, 23%. Diferença também aparece entre faixas de idade O grau de alinhamento político dentro de casa varia menos conforme a idade, mas há diferenças. Entre os eleitores de 16 a 34 anos, 46% disseram que as posições políticas das pessoas com quem moram são muito parecidas com as suas.
O índice sobe para 54% entre os eleitores de 35 a 59 anos e fica em 50% entre aqueles com 60 anos ou mais. A escolaridade apresenta uma tendência mais clara: o percentual que considera as posições políticas dos moradores muito parecidas é de 47% entre quem tem ensino fundamental, 52% entre quem tem ensino médio e 56% entre aqueles com ensino superior. Diferenças são maiores entre pretos e brancos O recorte por raça/cor também revela uma diferença relevante no ambiente familiar.
Entre os eleitores que se declararam brancos, 54% disseram que as posições políticas das pessoas com quem moram são muito parecidas com as suas. O índice é de 50% entre pardos e cai para 45% entre pretos. No sentido contrário, 30% dos eleitores pretos disseram que as posições políticas dos moradores da casa são nada parecidas com as suas.
O percentual é de 24% entre pardos e 16% entre brancos. Maioria dos eleitores do RJ se declara independente O grupo mais numeroso entre os eleitores do Rio de Janeiro é o dos que se consideram independentes, sem identificação com os principais campos políticos. Segundo a Quaest, 34% dos entrevistados se enquadram nessa categoria.
Maioria dos eleitores do RJ se declara independente Reprodução Quaest O percentual é igual ao dos eleitores que se identificam com a direita, somando os que se declaram de direita não bolsonarista (20%) e os que se consideram bolsonaristas (14%). Já os eleitores que se identificam com a esquerda representam 27% do total: 13% se definem como lulistas e 14% como integrantes de uma esquerda não lulista. Outros 5% não souberam ou não quiseram responder à pergunta.
O levantamento, portanto, mostra um eleitorado dividido em três grandes blocos de tamanho semelhante: independentes (34%), direita (34%) e esquerda (27%), além de uma parcela que não informou sua posição política. Como foi feita a pesquisa A pesquisa Quaest foi realizada entre os dias 4 e 7 de setembro de 2026, com 1.302 entrevistas pessoais e domiciliares com eleitores do estado do Rio de Janeiro com 16 anos ou mais. A margem de erro estimada é de 3 pontos percentuais, dentro de um nível de confiança de 95%.
A pesquisa está registrada no TSE sob o número RJ-07468/2026. Os pesquisadores utilizaram amostragem em três estágios: primeiro foram sorteados 29 municípios; depois, setores censitários; e, por fim, foram definidas cotas de entrevistados de acordo com características demográficas. As estimativas passaram ainda por pós-estratificação.
Urna eletrônica eleições mulher Tribunal Superior Eleitoral/TSE
