Grupo de Mendonça articula antecipar votos caso haja pedido de vista Às vésperas da sessão que vai decidir se o Supremo Tribunal Federal (STF) abre investigação contra Alexandre de Moraes, ministros do grupo alinhado a André Mendonça discutem nos bastidores uma estratégia para reagir a um eventual pedido de vista da ala de Moraes.
Segundo o blog apurou, a articulação é para que, mesmo diante de um pedido de vista que interrompa o julgamento, ministros antecipem seus votos pela abertura da investigação contra Moraes. E há um ponto central nessa estratégia: Edson Fachin, que assumiu a relatoria do procedimento, deve ser o primeiro a votar. Por isso, integrantes desse grupo defendem que Fachin deixe sua posição registrada já na sessão de terça-feira (15), mesmo que, na sequência, algum ministro peça vista.
Alexandre de Moraes e André Mendonça Luiz Silveira/STF e Antonio Augusto/STF Nos bastidores, a avaliação desse grupo é de que hoje existe maioria no plenário para autorizar a abertura da investigação contra Moraes. É justamente essa maioria que eles querem tornar visível. A estratégia discutida é evitar que um pedido de vista simplesmente congele o caso e empurre uma definição para depois das eleições.
Se houver vista, ministros com posição formada poderiam antecipar seus votos e deixar exposta a fotografia do plenário naquele momento. Agora no g1 A leitura desse grupo é que isso aumentaria o constrangimento sobre quem eventualmente pedisse vista e também sobre o próprio Supremo: ainda que o resultado formal fosse adiado, ficaria registrado se já existe maioria favorável a investigar Moraes. O pedido de vista está no radar da ala próxima a Moraes, como o blog revelou na semana passada.
O grupo chegou a discutir essa possibilidade diante da decisão de Fachin de separar os procedimentos envolvendo Moraes e Mendonça. Fachin manteve os casos separados e a sessão dedicada ao caso Moraes. Por isso, a disputa nos bastidores agora não é apenas sobre se haverá pedido de vista, mas sobre o que acontece imediatamente depois dele.
O grupo de Mendonça quer evitar que a vista produza silêncio no plenário. A articulação é para produzir justamente o contrário: antecipar votos e expor se há maioria no Supremo pela abertura de investigação contra Moraes.
