O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Partido Liberal (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não querem assumir o compromisso de aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a jornada de trabalha 6x1, em discussão no Senado Federal. "Eu estou sabendo, pelo noticiário da imprensa, que o meu adversário está propondo ao partido dele abstenção. Isso saiu na imprensa de hoje.
Ele tá com vergonha de dizer que não vai estar no plenário, mas está pedindo para o partido dele, para o PL se abster, na perspectiva de não assumir compromisso com a redução da jornada de trabalho para o povo trabalhador brasileiro", disse. O presidente, candidato à reeleição, também afirmou que o "tesouraço" nas despesas proposto por Flávio Bolsonaro é uma "aberração" e que herdou orçamento insuficiente do governo de Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio.
"E uma outra coisa que eu queria conversar com os nossos senadores, com os nossos parlamentares, e que tem levado a uma aberração, do ponto de vista de proposta política, é a ideia do ''tesouraço'", disse Lula. Agora no g1 O presidente afirmou que precisou fazer a PEC da Transição em 2022 para corrigir problemas no orçamento de 2023, proposto pelo governo Jair Bolsonaro e aprovado pelo Congresso Nacional. Lula disse que os pobres são sempre quem mais sofrem com ajuste fiscal e corte de despesas no Brasil.
"Vou dar o que significa 'tesouraço' para essa gente: corte de 59% no Farmácia Popular. Foi o que eu encontrei no orçamento para eu começar a trabalhar. Corte de 50,7% para os mais médicos; corte de 45% para a prevenção e controle do câncer; corte de 97% na verba para infraestrutura escolar.
Só tinha verba suficiente para comprar um ônibus escolar no orçamento deixado para mim. Nós já compramos 12.000 ônibus", afirmou. O presidente também citou: corte de 99% para a prevenção de desastre.
Segundo o presidente, havia apenas R$ 20 mil para prevenir problemas de calamidade em encostas e córregos, por exemplo; corte de 95% para o Minha Casa, Minha Vida; corte de mais de 90% para as cisternas do semiárido; corte de 95% para o sistema Único de Assistência Social; cinco anos sem que a verba para merenda escolar fosse reajustada. "Agora eles estão dizendo que vão fazer corte. Eu sei que o corte que eles vão propor, é importante que a sociedade fique atenta", disse Lula.
Lula rebateu promessa de campanha feita nesta quinta-feira (8) por Flávio de aumentar as aposentadorias da Previdência Social. "Ele não tem experiência. A não ser nós, desde 2003, não tem presidente que conceda aumento aos aposentados acima da inflação", afirmou.
O presidente evitou comentar o resultado da pesquisa Datafolha divulgada na noite desta quinta que o mostra 4 pontos percentuais atrás de Flávio em votos válidos. "Eu não avalio pesquisa. Não trabalho assim", disse.
"Tenho 17 dias para isso e minha obrigação é trabalhar para ganhar esses votos", afirmou. Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em pronunciamento após o 1º turno das eleições Foto: Ricardo Stuckert Encontro com Hugo Motta Lula também comentou o encontro que teve com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, nesta quinta. Questionado sobre como foi a reunião com o presidente da Câmara, Lula afirmou que a conversa foi muito boa e que "ele (Hugo Motta) vai me ajudar a ganhar as eleições".
O presidente recebeu Motta no Alvorada um dia depois de o Republicanos declarar apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. No primeiro turno, o partido adotou uma posição de neutralidade na disputa pela Presidência da República.
